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Al-Qaeda volta a ameaçar Charlie Hebdo por charges de Maomé

Em publicação, grupo diz que ataque à redação do jornal não foi incidente isolado - Divulgação
Em publicação, grupo diz que ataque à redação do jornal não foi incidente isolado Imagem: Divulgação

Da ANSA, em Roma

11/09/2020 18h12

O grupo terrorista Al-Qaeda voltou a ameaçar o jornal satírico francês Charlie Hebdo após o semanário republicar as charges do profeta Maomé que o colocaram na mira do terrorismo islâmico em 7 de janeiro de 2015.

A informação foi revelada hoje pelo portal Site, da especialista em contraterrorismo Rita Katz, citando a publicação do grupo jihadista Uma Umma, lançada na versão em inglês, por ocasião do aniversário dos atentados contra os Estados Unidos em 11 de setembro de 2001.

No texto, o Al-Qaeda diz que o ataque cometido pelos irmãos Said e Chérif Kouachi, que invadiram a redação do jornal satírico armados com metralhadoras e assassinaram 11 pessoas, incluindo alguns dos principais cartunistas da publicação, "não foi um incidente pontual".

Os terroristas ainda acusaram o presidente da França, Emmanuel Macron, de ter dado "a sua autorização" para a reedição do jornal. "Se sua liberdade de expressão não respeita limites, preparem-se para enfrentar a liberdade de nossas ações", ameaçou a organização.

No último dia 1º de setembro, o veículo republicou as caricaturas de Maomé que o fizeram alvo dos jihadistas, na véspera da abertura do processo judicial sobre o massacre. A edição ainda exibe uma charge do profeta feita pelo cartunista Cabu, que perdeu a vida no ataque em 2015.

"Jamais cederemos às ameaças da Al-Qaeda. A Al-Qaeda nunca vencerá, nunca vencerá. As democracias serão sempre mais fortes que o terror e o direito dos homens sempre prevalecerá sobre a teocracia", afirmou à ANSA Patrick Pelloux, colaborador do Charlie Hebdo.

Segundo ele, "as ameaças da Al-Qaeda não mudam nada". "Existe medo, mas sempre seremos mais fortes do que ameaças e medo. O fundamentalismo islâmico é um fascismo que nunca vai vencer na Europa ", concluiu.

Em três dias de terror em janeiro de 2015, 17 pessoas morreram, sem contar os terroristas, todos mortos pela polícia. Ao todo, o julgamento terá 14 indivíduos no banco dos réus, todos acusados de dar apoio logístico aos irmãos terroristas.

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