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Aumenta pressão por lockdown no Reino Unido após alta nas mortes por covid

Equipe médica no hospital St. Thomas, em Londres, com equipamentos de proteção contra coronavírus - HANNAH MCKAY
Equipe médica no hospital St. Thomas, em Londres, com equipamentos de proteção contra coronavírus Imagem: HANNAH MCKAY

28/10/2020 07h40

LONDRES, 28 OUT (ANSA) - O Reino Unido registrou 367 óbitos decorrentes do coronavírus Sars-CoV-2 ontem, no número mais alto contabilizado desde 27 de maio, quando foram contabilizadas 422 mortes.

Porém, há exatos quatro meses, os britânicos viam a curva de óbitos diminuir gradativamente, e começavam a viver o início da reabertura da economia. Agora, a situação é exatamente oposta.

Com o avanço no número de contágios e de falecimentos diários, o governo de Boris Johnson se vê cada vez mais pressionado a voltar a adotar um lockdown, especialmente, na Inglaterra —já que os governos da Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales já adotaram uma versão mais "leve" da medida.

Ontem, das 367 mortes, 322 foram registradas na Inglaterra (40.178 desde fevereiro), 25 na Escócia (2.726 no total), 13 na Irlanda do Norte (671 no total) e sete no País de Gales (1.790 no total), conforme dados divulgados por Londres.

Os contágios também voltaram a aumentar, atingindo 22.885 em um dia, sendo a imensa maioria na Inglaterra (19.629), seguida por Escócia (1.327), País de Gales (1.207) e Irlanda do Norte (722).

Outro dado preocupante é quantidade de pessoas internadas por conta dos sintomas da covid-19, sendo 9.199 pacientes —um aumento de 1.152 em um dia. Destes, 852 estão em unidades de terapia intensiva.

Por conta da alta, o jornal "The Guardian" publicou diversas entrevistas com especialistas que pedem por medidas mais restritivas para que essa segunda onda do coronavírus não seja "pior" do que a primeira.

Até mesmo o conservador "Daily Telegraph" também publicou matéria citando fontes do governo que pedem um aumento das restrições de circulação, uma espécie de "semi-lockdown" nas áreas consideradas de mais alto risco de contaminação.

No entanto, o governo de Boris Johnson se limitou a dizer que está "avaliando opções", mas que é provável que um lockdown total não seja adotado. Enquanto o premiê britânico está anunciando medidas mais pontuais, que afetam regiões específicas, os demais governos vêm adotando medidas mais duras.

O País de Gales começou, no dia 23 de outubro, um lockdown nacional até o dia 9 de novembro. Apenas serviços essenciais e escolas estão funcionando e os moradores devem sair de casa apenas para o necessário e para se exercitar uma vez ao dia.

A Escócia anunciou o fechamento de bares e restaurantes na área central do país, incluindo Glasgow e Edimburgo, entre os dias 7 e 23 de outubro. Como os casos continuam avançando, são esperadas novas medidas.

A Irlanda do Norte decretou um "semi-lockdown" entre 14 de outubro e 1º de novembro, com o fechamento de bares e restaurantes, bem como de salões de beleza, estética e barbearias.

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