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Papa volta a lamentar incêndios no Pantanal e na Amazônia: 'Pulmão do mundo'

Papa Francisco também falou sobre a pandemia e as desigualdades sociais - GUGLIELMO MANGIAPANE
Papa Francisco também falou sobre a pandemia e as desigualdades sociais Imagem: GUGLIELMO MANGIAPANE

19/11/2020 14h20

SÃO PAULO, 19 NOV (ANSA) - O papa Francisco voltou a lamentar a destruição do Pantanal e da Amazônia em uma mensagem em vídeo enviada para o seminário virtual "América Latina: Igreja, Papa Francisco e os cenários da pandemia" hoje.

O líder católico destacou que a crise sanitária da covid-19 "amplificou e colocou em maior evidência os problemas e as injustiças socioeconômicas que já afetavam gravemente toda a América Latina e, com maior dureza, os mais pobres".

Entre os problemas relatados, estão as "desigualdades e a discriminação" e a falta dos itens de necessidade básica, como água, comida, remédios, acesso ao trabalho e o direito a "um teto seguro".

"Estou pensando também neste momento, nos irmãos e irmãs que além de sofrerem na luta contra a pandemia, veem com tristeza que o ecossistema ao seu redor está em sério perigo pelos incêndios florestais que destroem extensas áreas no Pantanal, na Amazônia, que são o pulmão da América Latina e do mundo", destaca o pontífice.

A proteção do meio ambiente é um dos principais temas defendido pelo papa à frente da Igreja Católica, tendo sido citada por diversas vezes em discursos e encíclicas. No fim de setembro, Jorge Mario Bergoglio citou a "perigosa situação da Amazônia" como um dos pontos centrais do discurso na ONU (Organização das Nações Unidas).

Exortando os participantes do seminário a tomarem ações concretas porque "somos conscientes de que os efeitos devastadores da pandemia serão vividos ainda por muito tempo, sobretudo em nossas economias", Francisco pediu que todos tenham "uma atenção solidária e propostas criativas para aliviar o peso da crise".

"A pandemia nos mostrou o melhor e o pior de nossos povos e o melhor e o pior de cada pessoa. Agora, mais do que nunca, é necessário retomar a consciência de nosso pertencimento comum. O vírus nos lembra que a melhor forma de nos cuidar é aprendendo a cuidar e a proteger os que temos ao nosso lado: consciência de bairro, consciência de povo, consciência de região, consciência de casa comum", disse ainda o líder religioso.

Francisco ainda ressaltou que os povos latino-americanos "nos ensinam que são povos com alma" e que sempre souberam "enfrentar com valentia as crises".

"Por favor, não nos deixemos roubar a esperança. O caminho da solidariedade como justiça é a melhor expressão do amor e da proximidade. Desta crise, nós podemos sair melhores", acrescentou ainda.

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