PUBLICIDADE
Topo

Saúde

Conteúdo publicado há
15 dias

Itália doará 45 milhões de vacinas a países pobres em 2021

06.fev.2021 - Pessoas caminham por ruas de Milão, na Itália, onde as regras de restrições foram relaxadas em meio à pandemia do coronavírus - Flavio Lo Scalzo/Reuters
06.fev.2021 - Pessoas caminham por ruas de Milão, na Itália, onde as regras de restrições foram relaxadas em meio à pandemia do coronavírus Imagem: Flavio Lo Scalzo/Reuters

Da ANSA, em Roma (Itália)

22/09/2021 16h17

O primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, anunciou nesta quarta-feira (22) que seu governo doará 45 milhões de doses de vacinas contra o novo coronavírus Sars-CoV-2 até o final de 2021.

"Estamos prontos para triplicar nossos esforços na doação de doses de vacinas. Até o final do ano vamos doar 45 milhões de doses", declarou o premiê italiano, em videoconferência na "Cúpula Global Covid-19", à margem da Assembleia Geral da ONU.

Por ocasião da Cúpula Global de Saúde em Roma, Draghi já havia anunciado a distribuição pela Itália de 15 milhões de ampolas anti-Covid. "Fizemos grandes progressos na distribuição de vacinas através do programa Covax mas ainda existem grandes desigualdades e para isso devemos estar preparados para ser mais generosos", ressaltou.

Draghi explicou ainda que a União Europeia (UE) e os Estados Unidos querem aumentar os esforços para conseguir uma "vacinação global" e lembrou que para dar uma resposta à emergência sanitária é necessário "cooperação" entre todas as principais instituições internacionais.

"A cooperação global é essencial para permitir que esta emergência pandêmica termine e prevenir emergências de saúde", acrescentou o italiano, observando que "2,5 bilhões de pessoas no mundo completaram o ciclo de vacinação e que 1 bilhão está parcialmente vacinada".

Segundo o líder da Itália, que detém a presidência do G20, a cúpula com as 20 maiores economias do mundo, que será realizada em Roma no final de outubro, também trabalhará "para superar as desigualdades" na distribuição de vacinas.

O evento desta quarta, promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, visa relançar o compromisso comum na luta contra a Covid-19. Cerca de 30 chefes de Estado e de governo e líderes de organizações internacionais foram convidados para a cúpula, que é inteiramente virtual.

"Devemos aumentar a nossa preparação para as pandemias do futuro. Devemos aumentar a capacidade de produção de vacinas e ferramentas de saúde em todo o mundo, especialmente nos países mais vulneráveis", disse Draghi.

O político explicou também que a Itália apoia "o plano da União Europeia de doar 1 bilhão de euros para desenvolver a capacidade de fabricação [de vacinas] na África e promover a transferência de tecnologia".

Ele saudou "a agenda dos EUA-UE para fomentar esforços comuns para a vacinação global" e disse que "a saúde é um bem público global e deve ser preservada em todos os lugares".

"A Cúpula Global de Saúde, realizada em maio passado em Roma, é um bom exemplo do que o multilateralismo eficaz pode produzir.

Países e empresas farmacêuticas prometeram doses de vacinas e financiamento para países vulneráveis. E na declaração de Roma nos comprometemos a respeitar uma série de princípios comuns para estar mais bem preparado para enfrentar a próxima ameaça à saúde", recordou.

Por fim, Draghi afirmou que "um dos pontos fracos na resposta global à pandemia tem sido a coordenação insuficiente entre as autoridades de saúde e financeiras".

Entretanto, a Itália quer estabelecer o "Conselho de Saúde e Finanças Global" que "aumentará a cooperação mundial em governança e financiamento para a resposta e prevenção de pandemias".

O objetivo é ter um conselho para "apoiar a colaboração entre o G20 e a OMS, o Banco Mundial e outras organizações internacionais". "Acolhemos com satisfação a proposta americana de um fundo financeiro intermediário", concluiu Draghi, enfatizando que "certamente o G20 em Roma começará a partir dos resultados de hoje".

Saúde