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Espião russo tentou entrar no Tribunal Penal Internacional de Haia com identidade brasileira

Sede do Tribunal Penal Internacional, com sede em Haia, na Holanda - Getty Images
Sede do Tribunal Penal Internacional, com sede em Haia, na Holanda Imagem: Getty Images

Da Ansa

16/06/2022 15h38Atualizada em 16/06/2022 16h30

Os serviços secretos holandeses anunciaram nesta quinta-feira (16) que impediram o acesso de um espião russo com identidade falsa brasileira ao Tribunal Penal Internacional de Haia, que investiga possíveis crimes de guerra cometidos por Moscou na Ucrânia.

Identificado como Sergey Vladimirovich Cherkasov, de 36 anos de idade, o russo havia desembarcado nos Países Baixos em abril passado, com um passaporte brasileiro em nome de Viktor Muller Ferreira, de 33 anos.

Ele seria agente do Departamento de Inteligência das Forças Armadas da Rússia (GRU) e tentou ingressar no TPI como estagiário, de acordo com o Serviço Geral de Inteligência e Segurança holandês (Aivd).

Segundo o Aivd, o acesso ao tribunal seria "muito precioso" para os órgãos de inteligência da Rússia devido às investigações referentes à atual invasão na Ucrânia e à guerra de 2008 na Geórgia.

"Ele iniciaria um estágio no TPI, o que significa que teria acesso ao edifício e aos sistemas da corte. Ele poderia coletar informações, recrutar fontes e organizar o acesso aos sistemas digitais do TPI", acrescentou o Aivd.

Cherkasov acabou deportado para o Brasil, onde, segundo a AFP, foi preso pela Polícia Federal. "O GRU passou anos criando essa falsa identidade, foi um esforço enorme", acrescentou o diretor-geral do Aivd, Erik Akerboom, em entrevista à agência holandesa ANP.

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