Sou assexuado: 'Não tenho desejo de fazer sexo com alguém e não tenho problema com isso'

Tiffany Sweeney - BBC Newsbeat

Não é uma questão de celibato, mas sim de orientação. A assexualidade não é muito comum, mas é uma opção de vários homens e mulheres ao redor do mundo. No Reino Unido, estima-se que 1% da população seja assexuada - como é o caso de Robin Dibben, de 24 anos.

"Simplesmente não sinto nenhum desejo de fazer isso e nunca senti", diz ele.

"O mais perto que eu cheguei de fazer sexo foi quando um cara me convidou para o que ele descreveu como 'se divertir'. Mas o meu corpo repeliu a ideia, e só de pensar nisso fiquei desanimado em vez de excitado."

  • Leia também: Educação sexual é mais importante que caça a pedófilos, diz nadadora vítima de abuso

A Rede de Visibilidade e Educação Assexual, página na internet para a comunidade de assexuados, descreve essa orientação como "alguém que não sente atração pela experiência sexual".

É exatamente esse o sentimento de Robin. "Quando estava crescendo, eu nunca me preocupei realmente com o fato de ser assexuado porque achei que eu desenvolveria algum interesse quando conhecesse a 'pessoa certa'", contou ele.

"Mas aos 22 anos eu não havia beijado ninguém, nem ficava excitado ou animado com essa ideia."

"Quando meus amigos começaram a contar que eles estavam transando, eu pensei que era ainda muito jovem e isso não parecia confortável para mim", explicou.

"Não é que eu não possa fazer isso - tudo está perfeitamente certo comigo. Mas flertar, beijar ou ver pornografia não é algo que me desperte qualquer fascinação."

O caso dos assexuados ainda desperta curiosidade e até um pouco de preconceito - além de muitas dúvidas para a própria pessoa que tem essa orientação. Sendo assim, Robin decidiu fazer um podcast para conscientizar as pessoas sobre o que é ser assexuado.

"Há uma falta de conhecimento muito grande sobre a assexualidade e eu já ouvi muita gente dizendo que isso 'é uma fase'. Elas dizem: 'você ainda não conheceu a pessoa certa e logo irá sentir isso'."

  • Leia também: Cinco técnicas para lidar melhor com suas preocupações

"Eu descobri um grupo muito útil para falar a respeito disso, a Rede de Visibilidade e Educação Assexual (Aven)."

Robin conta que conheceu até um casal de assexuais nessa rede virtual. "Conheci nesse fórum da internet o Thom e o Steve. Eles se identificam como 'homo-românticos' e não têm interesse sexual nenhum pelo outro. Eles simplesmente gostam da companhia um do outro, gostam de passar tempo juntos".

As conversas no fórum inspiraram Robin e o casal a criarem o podcast chamado "Pieces of Ace".

"Nós três decidimos criar o podcast para contar sobre como é a vida de assexuado. Temos ouvintes no mundo inteiro", afirmou.

"Não sinto que estou perdendo nada e todos os nossos ouvintes dizem a mesma coisa, porque esse desejo simplesmente nunca existiu. Estou vivendo minha vida e me aceitando como sou."

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos