Bulgária pretende expulsar mil refugiados por tumultos

Dois dias após revolta em acampamento, premiê promete deportar o mais breve possível quem não se ativer aos regulamentos búlgaros. Líder de distúrbios seria afegão anteriormente preso por narcotráfico na Alemanha.Refugiados "que não querem respeitar as regras" serão "isolados" nas próximas semanas, anunciou neste sábado (26/11) o primeiro-ministro búlgaro, Boyko Borisov. A medida, que afetará cerca de mil migrantes, vem em resposta aos distúrbios no acampamento de refugiados de Harmanli, dois dias antes. Na ocasião, cerca de 1.500 internos, a maioria afegãos, travaram uma luta com a polícia, durante horas, incendiando pneus e apedrejando os agentes, os quais responderam com canhões d'água. Foram presos 400 migrantes, e 20 deles ficaram feridos, assim como 29 policiais. Segundo as autoridades, o estopim da revolta foi a recente proibição de saída do campo. Segundo Borisov, após o isolamento, todos os migrantes desordeiros serão transferidos para um alojamento fechado, numa antiga caserna próxima à fronteira turca, e "deportados tão logo possível". Num encontro com os moradores da área, o chefe de governo informou que, a partir do próximo ano, somente famílias da Síria serão acomodadas em Harmanli. Em dezembro deverá partir um primeiro avião levando os oriundos do Afeganistão de volta a seu país. Segundo fontes de Sófia, o líder dos protestos seria um afegão que antes cumprira pena de prisão na Alemanha por narcotráfico, tendo sido enviado para a Bulgária há quatro meses. "O principal organizador dos tumultos em Harmanli deve ser expulso imediatamente do país", exigiu Borisov. AV/rtr/dpa

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