Temer afirma não pensar em renúncia

Apesar da impopularidade, das delações da Odebrecht envolvendo seu nome e do processo no TSE que pode cassar seu mandato, presidente diz que entregará o país "em ordem" ao final de seu governo.O presidente Michel Temer garantiu nesta quinta-feira (22/12) que apesar da crise política, da baixa popularidade e da ameaça do processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode cassar seu mandato, ele não renunciará à Presidência da República. "Confesso não pensar nisso [em renunciar]", disse Temer em conversa com jornalistas no Palácio da Alvorada. Ao se pronunciar sobre o processo no TSE que pode resultar na cassação de seu mandato, Temer afirmou que respeitará a decisão da Corte: "Se houver uma sentença definitiva, ela será acatada." No entanto, ele disse que vai recorrer com "recursos e mais recursos". Temer corre o risco de ser afastado da Presidência da República se perder uma ação que deve começar a ser julgada no início do ano que vem pelo TSE. A chapa formada pela ex-presidente Dilma Rousseff e Temer é acusada pelo PSDB de abuso de poder político e econômico durante a campanha presidencial que resultou na reeleição da petista em 2014. Delações da Odebrecht Durante o encontro, Temer criticou os vazamentos das delações premiadas pela imprensa brasileira. Segundo ele, as "supostas" delações causam um "clima de instabilidade no país". Nas últimas semanas, o nome de Temer apareceu duas vezes nas delações da empreiteira brasileira Odebrecht. Na semana passada, um executivo da construtora afirmou a investigadores da Operação Lava Jato que Temer participou de uma reunião sobre doações à campanha do PMDB em 2010 em troca do favorecimento da empreiteira em projetos da Petrobras. Segundo outra delação noticiada pela imprensa brasileira, o ex-funcionário da Odebrecht Cláudio Melo Filho afirmou que Temer pediu 10 milhões de reais a Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira que leva seu sobrenome, em troca de vantagens à empresa. Outro nome que apareceu nas delações da Odebrecht foi o do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. Apesar disso, Temer garantiu que o ministro não será afastado do cargo. "Não tirarei o chefe da Casa Civil. Ele continua firme e forte à frente da Casa Civil. Não haverá mudança nenhuma", afirmou o presidente. Segundo Temer, também não existe intenção alguma de fazer alterações ministeriais no próximo ano. "Não sei o que vai acontecer lá na frente mas não há intenção, nesse momento, de fazer qualquer alteração ministerial." Impopularidade Aos jornalistas, Temer afirmou que usará sua impopularidade para tomar medidas consideradas impopulares, mas "necessárias" ao país, como a reforma da Previdência. "Estou aproveitando a suposta impopularidade para adotar medidas impopulares." De acordo com levantamento mais recente da Confederação Nacional da Indústria e do Ibope, o governo do presidente Michel Temer foi avaliado como ruim ou péssimo por 46% dos entrevistados. No encontro com jornalistas, o presidente afirmou que seu objetivo principal é entregar o país "em ordem" e "pacificado" ao final de seu mandato, que termina em dezembro de 2018. Para isso, ele pretende acabar com a recessão, estabilizar a economia e recuperar o crescimento e a criação de empregos. NT/efe/ots

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