Seul limitará acesso a polígono industrial compartilhado com Pyongyang

Em Seul

  • Lee Jin-man/AP

    Veículos sul-coreanos retornam do lado coreano do complexo industrial Kaesong, em Paju, na Coreia do Sul

    Veículos sul-coreanos retornam do lado coreano do complexo industrial Kaesong, em Paju, na Coreia do Sul

A Coreia do Sul anunciou nesta quinta-feira (7) que limitará o acesso de seus cidadãos ao polígono industrial intercoreano de Kaesong em resposta ao teste nuclear realizado ontem pela Coreia do Norte.

O Ministério da Unificação em Seul explicou que, "por enquanto", só permitirá que os empresários sul-coreanos envolvidos diretamente no funcionamento das fábricas do complexo industrial poderão entrar no local e não precisou durante quanto tempo esta medida ficará em vigor.

Um porta-voz do Ministério sul-coreano explicou para a agência "Yohnap" que uma vez que a ordem for ativada, apenas cerca de 100 sul-coreanos poderão entrar diariamente ou pernoitar em Kaesong, menos de 10% dos cerca de 1.200 que têm permissão para ter acesso a essas instalações.

A medida deixaria fora técnicos de maquinaria, pessoal de manutenção e outros operários, algo que prejudica e desacelera as operações no parque industrial.

A Coreia do Sul já tomou medidas como essa em outras ocasiões, e as implementou por aproximadamente um mês, quando seu vizinho realizou testes nucleares e de mísseis.

O complexo de Kaesong, situado em território norte-coreano, próximo da fronteira entre os dois países, foi aberto em 2004 como um símbolo dos avanços para a reconciliação das duas Coreias, que seguem tecnicamente em guerra, já que o conflito da década de 1950 foi encerrado com um cessar-fogo, e não com um tratado de paz.

Kaesong, que conta com 124 empresas sul-coreanas e 54 mil trabalhadores norte-coreanos, é uma importante fonte de receitas para a economia combalida da Coreia do Norte e, ao mesmo tempo, fornece mão de obra barata para os empresários do Sul.

A Coreia do Norte realizou ontem seu quarto teste nuclear e garantiu que detonou pela primeira vez uma bomba H, um artefato mais potente que os dispositivos utilizados em seus três testes anteriores.

A ação foi condenada por muitos governos ao redor do planeta e motivou uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU para discutir novas sanções para o país asiático.

Ainda não foi confirmado se a Coreia do Norte conseguiu desenvolver e detonar com sucesso uma bomba de hidrogênio, mas muitos especialistas duvidam que o regime comunista tenha conseguido dominar a tecnologia de fusão termonuclear.

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