Oposição síria recebe garantias da ONU, mas não decidiu se irá a Genebra

Riad, 28 jan (EFE).- A Comissão Suprema para as Negociações da oposição síria anunciou nesta quinta-feira ter recebido uma resposta do enviado especial da ONU com relação ao pedido para participar das conversas de paz de Genebra, que devem começar amanhã, mas ainda não decidiu se participará da reunião.

Em comunicado, o membro da Comissão Salem Abdelaziz al Muslit, informou que o organismo recebeu uma mensagem do enviado internacional para a Síria, Staffan de Mistura, na qual este garantiu que os artigos 12 e 13 da resolução 2254 do Conselho de Segurança "expressam as expectativas do povo sírio e são inegociáveis".

A oposição tinha expressado sua exigência que sejam cumpridos os artigos 12 e 13 sobre assuntos humanitários da resolução 2254 (2015) antes de se sentar para negociar com o governo sírio.

Dita resolução foi adotada por unanimidade pelo Conselho de Segurança da ONU em 18 de dezembro e estabelece o roteiro para uma transição política na Síria, incluída a convocação das conversas.

O artigo 12 pede que as partes permitam o acesso a todas as agências humanitárias para atender a população, sobretudo àquelas pessoas que estão em áreas assediadas na Síria, enquanto o 13 exige o fim dos ataques indiscriminados a civis.

Al Muslit afirmou na nota que a oposição tem intenções "sérias" de participar e iniciar as negociações, mas "que está pondo obstáculos para seu começo é o que bombardeia os civis", em referência ao regime sírio e seu aliado, a Rússia.

A Comissão Suprema para as Negociações recebeu há dois dias o convite de De Mistura para comparecer a Genebra, mas ainda não decidiu se assistirá à reunião na Suíça.

A Comissão enviou uma carta ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, na qual pediu aos membros do Conselho de Segurança que "assumam suas responsabilidades e se compromete a aplicar a decisão 2254", informou Al Muslit, que disse não ter recebido ainda uma resposta com relação a este pedido.

A oposição síria se encontra reunida em Riad para decidir sua participação em Genebra, mas foi adiando dita decisão desde na terça-feira passada.

O diálogo foi atrasado de 25 de janeiro ao dia 29 porque dois representantes da oposição são membros de grupos armados considerados terroristas por Damasco e Moscou.

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