Irã e Paquistão decidem impulsionar relações bilaterais

Islamabad, 25 mar (EFE).- O primeiro-ministro do Paquistão, Nawaz Sharif, e o presidente iraniano, Hassan Rohani, decidiram nesta sexta-feira em Islamabad impulsionar as relações entre os países, especialmente as comerciais, após a suspensão das sanções econômicas ao Irã.

"Estamos dispostos a melhorar a cooperação bilateral em comércio, economia e energia", disse Sharif em entrevista coletiva junto ao líder iraniano, que chegou hoje à capital paquistanesa para uma visita oficial de dois dias.

Os dois líderes assinaram seis acordos de cooperação econômica, de saúde, energética e acadêmica, sobre os quais não divulgaram detalhes.

Nawaz, que se reuniu com Rohani pela terceira vez em três anos, anunciou a abertura de duas novas passagens fronteiriças entre os dois vizinhos "para fomentar as atividades comerciais e facilitar os contatos entre os cidadãos".

Rohani, que viajou para Islamabad acompanhado por uma ampla delegação de ministros e empresários, afirmou que existem grandes oportunidades para aumentar a cooperação econômica entre ambos os países. O líder iraniano também indicou a necessidade da colaboração em matéria de segurança.

"A segurança do Paquistão é a nossa segurança e a segurança do Irã é a segurança do Paquistão", comentou Rohani, que ressaltou que os dois países devem fazer frente ao extremismo e à violência.

Em seus discursos não foram mencionadas as relações entre Arábia Saudita, da qual o Paquistão é aliado, e Irã, depois que em janeiro Sharif viajou para Teerã para aproximar ambas as partes após o aumento da tensão dos últimos meses.

Também não houve menção à construção do gasoduto que ambos os países começaram há quase 20 anos, um projeto de grande importância geopolítica e econômica que não pôde ser concluído antes devido à complexa situação da região.

A instalação levará o gás iraniano ao Paquistão e, apesar do trecho no país de origem (900 quilômetros) estar quase acabado, mal começou no Paquistão, onde as obras foram iniciadas em março de 2013.

O Irã e o Grupo 5+1 (EUA, Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha) anunciaram no ano passado um acordo para limitar o programa atômico iraniano e impedir o país de produzir armas em troca da suspensão das sanções que abalam a economia iraniana.

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