Funeral de polêmico ex-prefeito canadense se transforma em ato político

Toronto (Canadá), 30 mar (EFE).- Centenas de pessoas participaram nesta quarta-feira do funeral do polêmico ex-prefeito de Toronto, Rob Ford, que morreu na semana passada por decorrência de um tipo raro de câncer, o liposarcoma, em um evento marcado pelo contexto político.

Em vários momentos, o funeral de Ford, que morreu no último dia 22 aos 46 anos de idade e foi prefeito de Toronto, a maior cidade do Canadá, entre 2010 e 2014, pareceu mais com um comício político do que com um ato religioso.

O cortejo fúnebre, que acompanhou o caixão do político e empresário conservador da sede da prefeitura de Toronto até a catedral de St. James, esteve dominado por centenas de pessoas que exibiam cartazes com os dizeres "Ford Nation" ("Nação Ford", em tradução livre), como são popularmente conhecidos seus partidários.

E uma vez na catedral de St. James, um dos irmãos do ex-prefeito, e também político, Doug Ford, proclamou, ao homenagear o falecido, que a "Ford Nation continuará" apesar da morte de Rob.

O funeral também contou com a presença das principais personalidades políticas de Toronto e da província de Ontário, entre elas muitos adversários de Rob Ford durante seu mandato como prefeito de Toronto.

A figura da Ford ganhou as manchetes dos principais jornais do mundo depois que o ex-prefeito foi flagrado fumando crack em um vídeo gravado por um grupo de delinquentes.

O vídeo foi oferecido para dois veículos de imprensa, mas desapareceu antes que se tornasse público, o que permitiu que Ford negasse durante meses a existência das imagens e seu vício em drogas.

Porém, no final de 2013, a polícia de Toronto se viu obrigada a admitir que tinha descoberto o famoso vídeo após realizar uma batida contra um grupo de traficantes da cidade.

Na época, Ford teve que admitir o consumo de drogas, mas seguiu como prefeito da cidade, diante da incredulidade de grande parte da população.

Ford ainda se apresentou à reeleição no pleito de 2014, mas antes que ocorresse a votação, anunciou que sofria de câncer e retirou sua candidatura.

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