Movimentos sociais e sindicatos voltam a protestar contra impeachment

São Paulo, 31 mar (EFE).- Os movimentos sociais e as centrais sindicais a favor do governo protestaram novamente nesta quinta-feira nas principais cidades do país contra a possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A jornada em "Defesa da democracia" foi realizada dois dias após o PMDB, do vice-presidente Michel Temer e que era o maior da base governista, decidiu deixar o governo Dilma.

As maiores concentrações, convocadas principalmente pelo PT e pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), foram realizadas de maneira pacífica em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, as que reuniram mais militantes.

As manifestações ocorreram em 25 dos 27 estados e no Distrito Federal. O ato frente ao Congresso Nacional reuniu cerca de 40 mil pessoas, segundo os cálculos da Polícia Militar.

Os organizadores esperavam a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no ato de Brasília, embora não tenha sido anunciada de forma oficial, o que não aconteceu. Devido a problemas técnicos, também não foi possível exibir uma mensagem em vídeo gravada pelo antecessor de Dilma.

A Praça de Sá, em São Paulo, concentrou cerca de 18 mil pessoas de acordo com a polícia, número três vezes menor que o divulgado pela CUT, que calculou a presença de 60 mil simpatizantes do governo.

O ato na maior cidade brasileira, que contou com uma programação artística e cultural, além dos discursos de líderes sindicais e de movimentos sociais, terminou com fogos de artifício.

No Centro do Rio de Janeiro, o Largo da Carioca recebeu 50 mil pessoas segundo os organizadores, e a polícia não divulgou o público de protestos na cidade. O cantor Chico Buarque, famoso militante da esquerda, se pronunciou a favor da presidente e de seu governo.

"Pelo apreço da democracia e em defesa da democracia, não vai ter golpe", afirmou o músico em um emotivo discurso.

Os grandes protestos populares se somaram a um movimento de intelectuais e artistas que em ato realizado em Brasília receberam Dilma, que insistiu que não há base legal para o impeachment contra si e voltou a qualificar de "golpe" os argumentos usados pela oposição para iniciar o processo.

A Câmara dos Deputados iniciou os trâmites para o julgamento legislativo a partir de uma denúncia da oposição, segundo a qual o governo teria incorrido em "crime de responsabilidade" ao supostamente esconder elevadas dívidas com os bancos públicos de seus últimos balanços fiscais.

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