Supremo descarta impugnar eleições de Uganda após denúncias de fraude

Campala, 31 mar (EFE).- A Suprema Corte de Uganda desprezou nesta quinta-feira o recurso interposto pela oposição para impugnar as eleições presidenciais nas quais Yoweri Museveni revalidou seu mandato no meio de denúncias por fraude eleitoral.

As eleições, realizadas em 18 de fevereiro e que também foram postas em interdição pela comunidade internacional, deram a vitória a Museveni, que está no poder há mais de 30 anos, com 60,7% dos votos.

Os juízes do Supremo opinaram por unanimidade que a vitória de Museveni foi "válida", por isso que desprezaram a solicitação de revogação do pleito apresentada pelo opositor ex-primeiro-ministro ugandense Amana Mbazazi.

Mbazazi foi um próximo colaborador de Museveni até fevereiro de 2014, quando foi destituído do governo e expulso do partido por desacordos com o presidente.

Mbazazi também foi candidato nas últimas eleições, às quais concorreu sozinho e sem sucesso - menos de 2% dos votos -, após uma tentativa fracassada de coalizão com o líder da oposição, Kizza Besigye.

Por sua vez, Besigye, que obteve 35,3% dos apoios e também denunciou fraude eleitoral, não pôde se unir a este recurso para impugnar o pleito porque permanece sob prisão domiciliar após ser detido durante a jornada eleitoral.

Após as eleições, a missão de observação da União Europeia em Uganda denunciou deficiências quanto à neutralidade, transparência e efetividade da administração eleitoral.

Além disso, criticou que o governo bloqueasse aos cidadãos o acesso às redes sociais durante a jornada eleitoral.

Museveni é um dos presidentes africanos com mais anos no poder e se caracterizou por suas ideias conservadorea em questões sociais e a atitude beligerante com os homossexuais.

Criticado pelos atropelos das liberdades e dos direitos humanos, Museveni apresentou como dois de seus pontos fortes o crescimento econômico e a estabilidade que nos últimos anos ocorreu neste país, castigado no passado pela guerra e a atividade de grupos rebeldes. EFE

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