Egyptair revela nacionalidade de pessoas a bordo de avião desaparecido

No Cairo

  • Reprodução/Twitter/@flightradar24

    Rota do voo MS804 da Egyptair, que desapareceu

    Rota do voo MS804 da Egyptair, que desapareceu

O Airbus A320 que perdeu contato com a torre de controle do aeroporto do Cairo na madrugada desta quinta-feira (19), após entrar no espaço aéreo do Egito, desapareceu sobre o Mar Mediterrâneo com 30 cidadãos egípcios e 15 franceses, entre outras nacionalidades, informou a companhia aérea Egyptair.

Em comunicado, a companhia acrescentou que entre os 56 passageiros havia também um britânico, um belga, um iraquiano, um kuwaitiano, um saudita, um sudanês, um chadiano, um português, um argelino e um canadense.

Aviões e embarcações especializadas em trabalhos de resgate pertencentes à marinha egípcia participam das buscas pela aeronave nas águas do Mar Mediterrâneo, informou o porta-voz das Forças Armadas egípcias em comunicado.

As autoridades gregas também estão colaborando com o Egito nos trabalhos de busca, acrescentou o porta-voz.

A companhia aérea Egyptair tinha comunicado anteriormente que "equipes especiais de investigação e salvamento das Forças Armadas egípcias" tinham chegado ao local do ocorrido, mas que os trabalhos de busca ainda estavam em curso.

No avião viajavam 66 pessoas, 56 passageiros - entre eles uma criança e dois bebês -, sete tripulantes e três seguranças.

O Airbus A320 decolou de Paris rumo ao Cairo na noite de ontem e desapareceu dos radares durante a madrugada, às 2h45 locais (21h45 de Brasília da quarta-feira), após entrar no espaço aéreo egípcio.

A companhia revelou que os radares perderam o sinal da aeronave quando esta tinha adentrado pouco mais de um quilômetro no espaço aéreo egípcio, e acrescentou que o avião voava a cerca de 11 mil metros de altitude nesse momento.

O voo MS804 partiu do aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, às 23h04 locais (18h04 de Brasília) e deveria ter chegado ao aeroporto internacional do Cairo durante a madrugada.

A Egyptair explicou que a aeronave foi fabricada em 2003 e que o comandante do avião tinha 6.275 horas de experiência de voo.

No dia 31 de outubro do ano passado, um Airbus A321 da companhia russa MetroJet (Kogalymavia) caiu na península do Sinai com 224 pessoas a bordo após uma explosão em seu interior.

Esse acidente levou vários países a impor restrições de voo com o Egito por motivos de segurança, como a Rússia, que proibiu a companhia aérea Egyptair de voar em seu território.

O acidente e as medidas posteriores significaram um duro golpe para o setor do turismo no Egito, uma das principais fontes de divisas da economia do país.

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