Ecologista vence candidato da ultradireita em eleição presidencial na Áustria

Em Viena

  • Dieter Nagl/AFP

    Alexander van der Bellen, do Partido Verde, vencedor das eleições presidenciais na Áustria

    Alexander van der Bellen, do Partido Verde, vencedor das eleições presidenciais na Áustria

O ecologista Alexander van der Bellen, do Partido Verde, venceu as eleições presidenciais da Áustria após a apuração dos votos enviados por correio realizada nesta segunda-feira (23), triunfo que já foi reconhecido por seu rival no pleito, o ultradireitista Nobert Hofer.

O ministro do Interior da Áustria, Wolfgang Sobotka, informou hoje que Van der Bellen venceu por 50,3% da preferência do eleitorado, com uma vantagem de apenas 31.026 votos para Hofer.

O pleito só foi decidido nesta segunda-feira por causa dos votos enviados pelo correio, método usado por 14% dos eleitores, segundo o Ministério do Interior, adiando a divulgação do resultado final da eleição realizada ontem.

A apuração parcial de ontem indicava uma vitória de Hofer com 51,9% da preferência dos eleitores contra 48,1% do ecologista, uma vantagem de 144.006 votos. A diferença se transformou em um triunfo ainda mais apertado de Van der Bellen.

O novo presidente venceu em todas as capitais e em quatro dos nove estados federados que compõem a Áustria, enquanto seu rival levou a maioria dos votos na região rural.

Antes mesmo do anúncio dos resultados finais, Hofer reconheceu a derrota em uma mensagem divulgada no Facebook.

"Certamente estou triste hoje. Ficaria encantado em ter zelado por nosso maravilhoso país como presidente federal", indicou o político da extrema-direita.

Hofer, que é o terceiro vice-presidente do parlamento pelo ultranacionalista Partido da Liberdade (FPÖ), contrário à União Europeia e que defende políticas anti-imigração, conseguiu o melhor desempenho da história da legenda em uma eleição presidencial.

No primeiro turno, Hofer venceu o pleito com 35% dos votos.

Van der Bellen será o primeiro presidente da Áustria que não pertence nem ao Partido Social-Democrata nem ao Partido Popular, as duas forças que dominaram a política do país desde 1945 e que governam atualmente em uma grande coalizão.

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