Trump afirma que ressuscitará oleoduto e rejeita acordo climático de Paris

Washington, 26 mai (EFE).- O magnata Donald Trump, que garantiu nesta quinta-feira a candidatura presidencial do Partido Republicano nos Estados Unidos, delineou sua política energética e ambiental, que passa, entre outras coisas, por ressuscitar o polêmico projeto do oleoduto Keystone XL e por "cancelar" os acordos climáticos alcançados em Paris em 2015.

Em declarações aos jornalistas antes de uma conferência para integrantes da indústria petrolífera em Bismarck, na Dakota do Norte, Trump se mostrou aberto a aprovar a construção de Keystone XL, que o governo de Barack Obama rejeitou em novembro por seu impacto ambiental.

"Quero que seja construído, mas quero uma parte dos lucros. Assim faremos nosso país rico de novo", disse o nova-iorquino, que, como fez a respeito de outros assuntos, assegurou que é necessário "um acordo melhor" para que os Estados Unidos e seus cidadãos saiam ganhando.

De acordo com Trump, os EUA mereceriam ficar com uma parte dos lucros porque estaria viabilizando o projeto, já que o oleoduto atravessaria o país desde os poços petrolíferos do Canadá até as refinarias do Golfo do México.

Tanto no Canadá como nos Estados Unidos, vários grupos ambientais e organizações indígenas se opuseram à construção de Keystone XL e aplaudiram a negativa de Obama ao considerar que o oleoduto proporcionaria um maior desenvolvimento das jazidas de areias betuminosas no Canadá.

A exploração de petróleo pesado nas jazidas do Canadá, que tem a terceira maior reserva do mundo depois de Arábia Saudita e Venezuela, é considerada uma das atividades econômicas mais poluentes do mundo.

Trump também se mostrou favorável a "cancelar" os acordos sobre o meio ambiente da convenção de Paris, realizada no ano passado, e que foram assinados por mais de 170 países no dia 22 de abril em Nova York. O magnata garantiu que "vai retirar" todos os fundos dos EUA para as Nações Unidas que tenham a ver com a mudança climática.

O bilionário realizou hoje um dos feitos políticos mais surpreendentes da história recente dos EUA ao garantir a candidatura presidencial do Partido Republicano após uma campanha marcada por seus comentários incendiários e sua vitória sobre alguns pesos-pesados do partido.

O número mágico de 1.237 delegados, o mínimo necessário para ser proclamado candidato e evitar a possibilidade de uma disputa aberta na Convenção Nacional do partido, que acontece em Cleveland em julho, como queria uma parte do 'establishment' republicano, é uma consequência dos 1.150 delegados comprometidos por seu triunfo arrasador nas primárias, aos quais se acrescentam 88 dos não comprometidos.

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