Premiê defende que Escócia tenha a própria "voz" em caso de 'Brexit'

Em Londres (Inglaterra)

  • Scott Heppell/AP

    Nicola Sturgeon (centro, de vermelho), primeira-ministra da Escócia

    Nicola Sturgeon (centro, de vermelho), primeira-ministra da Escócia

A primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, afirmou nesta quarta-feira (22) que trabalhará para que seu país possa ter "voz" própria na Europa, caso o conjunto do Reino Unido decida deixar a União Europeia (UE) no referendo de amanhã.

Se houver o "Brexit", será "vital" que "a voz da Escócia seja ouvida diretamente, que a Escócia fale diretamente com seus aliados europeus sobre como proteger seu lugar na Europa e no mercado único", afirmou a premiê.

No último dia de campanha pela continuidade no bloco, Sturgeon defendeu que o rompimento de laços com Bruxelas poderia desencadear um novo referendo sobre a independência da Escócia.

As últimas pesquisas indicam que a opção de continuar na UE vencerá por ampla margem na Escócia, com 54% dos votos contra 30%, segundo um levantamento do instituto YouGov divulgada na semana passada, enquanto no conjunto do país o resultado poderia ser mais apertado.

"Minha mensagem aos escoceses é que saiam à rua amanhã e votem para proteger nosso lugar no mercado único, o maior do mundo, e todos os postos de trabalho e investimentos que dependem dele", afirmou Sturgeon em discurso no aeroporto de Edimburgo.

A primeira-ministra escocesa comentou que cerca de 300 mil postos de trabalho na Escócia, uma nação com 5,3 milhões de habitantes, dependem das exportações ao mercado comum.

"A Escócia pode ter grande peso na decisão final. Nas pesquisas do conjunto do Reino Unido, vemos como o resultado está apertado demais para poder dizer quem vencerá", afirmou a premiê.

"Se na Escócia vocês querem defender os seus empregos e investimentos, se querem proteger o seu direito de viver, viajar, trabalhar e estudar no exterior", votem pela "continuação" do Reino Unido na UE, argumentou Sturgeon.

"Acredito na independência dos países, mas também penso que as nações independentes devem trabalhar juntas por um bem comum. Isso é o que estará em jogo amanhã", afirmou a líder escocesa.

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