Democratas do Senado dos EUA bloqueiam financiamento para combate à zika

Washington, 28 jun (EFE).- Os democratas do Senado dos Estados Unidos bloquearam nesta terça-feira o projeto de lei de financiamento para a luta contra a zika, após os republicanos introduzirem no texto certas emendas que consideradas de "extrema direita" e "não relacionadas" com o combate à doença.

O resultado foi de 52 votos a favor e 48 contra, mas eram necessários 60 para que o projeto avançasse e fosse submetido à votação final.

Os democratas afirmam que a lei não fornece financiamento suficiente. A Casa Branca pedia US$ 1,9 bilhão e rejeita que sejam incluídas disposições contra um dos maiores grupos de planejamento familiar do país e regulações ambientais com as quais não esteja de acordo.

Assim, os democratas exigiram hoje uma nova rodada de negociações para os fundos de luta contra o vírus antes de votar para avançar a legislação, que fazia parte de um texto legislativo vinculado aos veteranos de guerra.

O líder da minoria democrata, Harry Reid, e os senadores democratas Dick Durbin, Charles Schumer e Patty Murray enviaram uma carta ao líder da maioria republicana, Mitch McConnell, e ao presidente da Câmara dos Representantes, Paul Ryan, para expressar "profunda decepção pela inclusão de várias 'pílulas venenosas'", como se conhece no jargão legislativo esses tipos de movimentos políticos.

"Nos dirigimos a vocês para pedir sua cooperação na negociação de um acordo rápido que rejeite a politização da resposta a desastres com prioridades partidárias extremas e desnecessárias", escreveram.

Os democratas do Senado bloquearam assim o voto de procedimento sobre um acordo aprovado pela Câmara dos Representantes para proporcionar US$ 1,1 bilhão para combater o vírus da zika como parte de um projeto de lei para militares e veteranos de guerra.

Os republicanos do Senado advertiram que o fracasso para avançar na legislação significa que o Congresso talvez seja incapaz de fazer frente à ameaça da zika durante semanas devido ao próximo recesso do Congresso pela celebração do feriado de 4 de julho, pelo Dia da Independência do país.

O presidente americano, Barack Obama, solicitou fundos de emergência ao Congresso para reduzir a propagação do vírus há meses, ao prever que a chegada do mosquito trasmissor possa aumentar com a chegada do verão ao país, especialmente nas regiões mais quentes.

Nesta terça-feira foi detectado o primeiro caso de microcefalia em um bebê por causa da doença no estado da Flórida.

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