Brexit é maior chance para Espanha reaver Gibraltar desde 1713, diz ministro

Madri, 12 jul (EFE).- O ministro espanhol das Relações Exteriores, José Manuel García-Margallo, ofereceu ao Reino Unido uma co-soberania em Gibraltar que evite que seus moradores sofram com os efeitos da saída da União Europeia e disse que o "Brexit" é "uma oportunidade para a Espanha" como não existiu desde 1713, quando perdeu este território.

Em declarações à Agência Efe, García-Margallo explicou que além da co-soberania que permitiria a aplicação em Gibraltar do Direito da UE, a Espanha proporá um estatuto pessoal para que os gibraltarinos tenham dupla nacionalidade e um estatuto especial para o local por um tempo determinado.

"Seria uma situação de segurança e certeza jurídica que beneficiaria todo o mundo, por isso eu acredito que quanto mais rápido iniciarmos os trâmites, será melhor para todos", disse García-Margallo ao término da primeira reunião interministerial sobre Gibraltar após o "Brexit".

No encontro participaram representantes do governo regional da Andaluzia (sul), onde se encontra a colônia, e da comunidade de municípios do Campo de Gibraltar.

O titular das Relações Exteriores recalcou que "essa é uma operação de toda a nação espanhola, que está esperando a recuperação de Gibraltar há mais de 300 anos".

A Espanha perdeu este território após a assinatura do Tratado de Utrecht em 1713, depois que foi ocupada pelas tropas britânicas em 1704 durante a Guerra de Sucessão espanhola.

Segundo explicou o ministro, ele já falou com a autoridade andaluza, Susana Díaz, sobre as oportunidades que oferece o novo cenário, e também já tratou com representantes do partido Ciudadanos (liberais) e prevê fazê-lo com outros grupos.

"A partir daí nos poremos em contato com as autoridades comunitárias, com o resto de chancelarias europeias e, certamente, com o Reino Unido para explicar qual é nossa visão", indicou.

Para García-Margallo, a proposta espanhola "acabaria com os empecilhos" entre o Reino Unido e Espanha e procura que o "Brexit" se transforme em "um bom negócio para todos, não em um mal negócio", porque "desde o mesmo momento em que o Reino Unido saia da União Europeia" os tratados comunitários deixarão de aplicar-se em Gibraltar.

Isto suporia, acrescentou, que Gilbratar se transformaria em um território exterior da UE, o que lhe obrigaria a mudar "um modelo econômico que lhes situou entre os territórios mais prósperos do mundo".

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