Pesquisas apontam vitória de Yuriko Koike em eleições para governo de Tóquio

Tóquio, 31 jul (EFE).- A veterana política Yuriko Koike, de 64 anos, venceu neste domingo, de maneira arrasadora, as eleições para o governo de Tóquio, segundo as pesquisas realizadas no Japão durante o pleito, uma vitória que a transformará na primeira mulher a assumir o cargo.

Koike, que concorreu como independente, venceu os outros 20 candidatos com mais de 50% dos votos, de acordo com as pesquisas de boca de urna divulgadas pela emissora pública "NHK".

Entre seus rivais, estavam o ex-ministro do Interior do Japão Hiroya Massouda, apoiado pelo governante Partido Liberal-Democrata (PLD) e o jornalista Shuntaro Torigoe, que era apoiado pelos principais partidos da oposição.

Até então deputada do PLD e ex-ministra da Defesa e Meio Ambiente, Koike era considerada como favorita e tinha baseado sua campanha em se apresentar como uma política experiente, mas desvinculada dos grandes partidos.

"Podia ter pedido votos como mulher, mas as pessoas que votaram em mim são as que procuram uma nova forma de governar Tóquio, acima dos partidos. Me candidatei com o objetivo de melhorar a vida de todos os cidadãos: homens, mulheres, idosos, incapacitados", afirmou Koike, após a divulgação das pesquisas com sua vitória.

Das 47 prefeituras no Japão, apenas sete são comandadas por mulheres. Já no parlamento do Japão, a representação feminina é de pouco mais de 10%.

O cargo do governo de Tóquio é considerado o segundo mais importante do país, atrás apenas do de primeiro-ministro, já que o PIB da região metropolitana da capital japonesa coloca a área entre as 12 maiores economias do mundo.

A nova governadora de Tóquio, uma cidade com uma população de 13 milhões de habitantes, será a responsável por liderar a preparação da metrópole para os Jogos Olímpicos de 2020.

A organização do evento na capital japonesa foi afetada por vários escândalos, como os relacionados com o estádio olímpico, uma obra polêmica devido ao seu elevado custo, ou com o logotipo dos Jogos, que foi descartado após acusações de plágio.

"Quero revisar quanto custarão os Jogos Olímpicos para Tóquio. Quero que tudo relacionado com o orçamento seja mais transparente para os cidadãos. Esse será o primeiro passo", disse Koike.

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