Rafael Correa diz que impeachment de Dilma é "apologia ao abuso e à traição"

Quito, 31 ago (EFE).- O presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou nesta quarta-feira que o impeachment de Dilma Rousseff é uma "apologia" ao abuso e à traição que lembra as "horas mais obscuras de nossa América".

O líder equatoriano, em seu conta no Twitter, expressou preocupação pelo que ocorreu no Brasil e manifestou solidariedade à ex-presidente.

"Uma apologia ao abuso e à traição. Retiraremos nosso encarregado da embaixada" do Equador em Brasília, escreveu Correa, que tem afinidade ideológica com Dilma e com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ambos do PT.

"Toda a nossa solidariedade com a companheira Dilma, com Lula e com todo o povo brasileiro. Até a vitória, sempre!", concluiu o líder equatoriano.

O governo do Equador anunciou nesta quarta-feira que chamará para conversas o encarregado de negócios da embaixada no Brasil após a destituição da petista, que considerou ilegítima e rotulou de "golpe de Estado solapado".

Em comunicado, a Chancelaria equatoriana rejeitou "a flagrante subversão da ordem democrática no Brasil" e destacou que "políticos adversários e outras forças de oposição confabularam contra a democracia para desestabilizar o governo e remover a presidente Dilma Rousseff de seu cargo de forma ilegítima".

Para o governo equatoriano, o "espúrio procedimento" de destituição "não cumpriu com o requisito fundamental de provar que a governante tenha cometido crimes de responsabilidade" e ressaltou que "um grande número" dos que votaram contra Dilma são investigados por corrupção.

O governo equatoriano qualificou de "lamentáveis" e "inaceitáveis" os eventos e considerou que "supõem um sério risco para a estabilidade" da região, assim como "um grave retrocesso na consolidação da democracia, que tanto esforço e sacrifício" custou à América Latina.

O Senado brasileiro destituiu Dilma Rousseff por 61 votos a favor e 20 contra nesta quarta-feira, em decisão que também confirma como presidente Michel Temer, que seguirá no poder até o dia 1º de janeiro de 2019.

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