Oposição da República Democrática do Congo diz protesto deixou 50 mortos

Kinshasa, 20 set (EFE).- A coalizão opositora Rassemblement denunciou a morte de mais de 50 pessoas durante os protestos de segunda-feira na República de Democrática do Congo (RDC) contra do presidente do país, Joseph Kabila, e convocou novas manifestações para esta terça-feira.

"Rassemblement lamenta as numerosas vítimas, mais de 50 até agora, causadas pelo uso de munição real pela polícia e a Guarda Republicana", afirmou a coalizão em comunicado divulgado ontem, que questionava os 17 mortos, entre eles três policiais, reconhecidos pelo governo congolês.

Os manifestantes foram para as ruas ontem pedindo a renúncia de Kabila, que está no poder desde 2001 e já cumpriu os dois mandatos que lhe outorga a Constituição, e a realização de eleições antes do final do ano como estava previsto.

As eleições presidenciais estavam previstas para dezembro, mas tanto o governo como a Comissão Eleitoral (CENI) optaram por adiar o pleito, pois o censo eleitoral está desatualizado, o que gerou muitas criticas entre a oposição.

O sangrento dia de protestos registrado ontem não amedrontou a oposição, que pediu a seus seguidores que voltem às ruas "para evitar que um indivíduo ou grupo monopolize o poder".

Durante os distúrbios de ontem, várias sedes de partidos da oposição foram incendiados por um grupo que não foi identificado, segundo informaram veículos de imprensa locais, enquanto vários comércios foram saqueados.

Rassemblement acusa Kabila de querer se perpetuar no poder e assegura que seguirá com as mobilizações até que o presidente renuncie e convoque eleições para a data prevista.

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