EUA acusam Rússia de coordenar com a Síria "bombardeio a civis"

Washington, 26 set (EFE).- Os Estados Unidos acusaram nesta segunda-feira a Rússia de ter coordenado com o regime de Bashar al Assad o "bombardeio a civis" e a tentativa de retomar Aleppo, e considerou "difícil" que possam prosperar os contatos entre americanos e russos para retomar o cessar-fogo na Síria devido à ofensiva atual nessa cidade.

"O que vimos do regime de Assad e dos russos é uma campanha coordenada para atingir alvos civis, para bombardear civis e submetê-los", afirmou o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, em sua entrevista coletiva diária.

"A Rússia vai ter que lidar com as consequências disso, pois suas ações estão alimentando o extremismo, não só na Síria e na região, mas no mundo todo, inclusive na Rússia", acrescentou o porta-voz.

Earnest se referia ao apoio da Rússia às autoridades sírias, que na quinta-feira passada retomaram sua ofensiva na cidade de Aleppo, onde intensificaram os bombardeios, pouco depois do fim da trégua de uma semana no país.

Essa ofensiva complicou as conversas entre o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, para retomar o cessar-fogo que terminou há uma semana, e que esteve marcado por várias violações e pela falta de entrega de ajuda humanitária às populações assediadas.

"É difícil conseguir a interrupção de hostilidades, um processo diplomático, quando estamos no meio de ataques agressivos em Aleppo. Não que tenhamos decidido jogar a toalha, mas (a trégua não poderá ocorrer) a não ser que vejamos esforços significativos da Rússia, ou do regime e da Rússia", disse, por sua vez, o porta-voz adjunto do Departamento de Estado, Mark Toner.

"Claramente, o regime, e muito provavelmente a Rússia, segue acreditando em uma solução militar" para o conflito na Síria, ao invés da diplomacia, que é defendida pelos EUA, acrescentou Toner.

Os Estados Unidos querem ver "ações sérias" da Rússia que "demonstrem que ainda há legitimidade para o processo" diplomático, porque, "francamente, é uma das poucas opções" que restam para pôr fim ao conflito, argumentou o porta-voz.

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