Obama reitera compromisso com a paz no Oriente Médio como "tributo" a Peres

Washington, 27 set (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reiterou seu compromisso com que israelenses e palestinos alcancem um acordo de paz como "tributo" a seu "amigo" Shimon Peres, que morreu nesta terça-feira, os 93 anos, após sofrer um acidente vascular cerebral.

"Hoje à noite, eu não posso imaginar um tributo melhor para sua vida que renovar nosso compromisso com a paz que ele acreditava ser possível", afirmou Obama, em um comunicado onde lamentou a morte do ex-presidente israelense, que representava, na sua opinião, "a essência" de seu país.

"Talvez porque ele viu Israel superar obstáculos enormes, Shimon nunca renunciou à possibilidade de uma paz entre israelenses, palestinos e os vizinhos de Israel", disse Obama, que se mostrou "agradecido" de poder descrevê-lo como um "amigo".

Em 2012, Obama concedeu a Peres a Medalha Presidencial da Liberdade, considerada a maior condecoração civil dos Estados Unidos.

"Como americanos, estamos em dívida com ele porque (...) ninguém fez mais durante estes anos que Shimon Peres para construir a aliança entre nossos países, uma aliança inabalável que hoje é mais próxima e forte que nunca", afirmou o presidente americano.

Obama lembrou que, em diferentes cargos, Peres trabalhou com todos os presidentes dos EUA desde John F. Kennedy (1961-1963).

O ex-presidente israelense estava internado no Hospital Shiva, da cidade de Tel Hashomer, desde que sofreu um acidente vascular cerebral, no último dia 13.

Considerado um dos principais políticos israelenses da história por impulsionar o processo de paz de Oslo, que lhe valeu o Nobel da Paz ao lado dos líderes palestino Yasser Arafat e israelense Yitzhak Rabin, terminou sua carreira política de 70 anos em Israel à frente da presidência, que deixou em 2014, e após exercer vários cargos.

Sua contribuição mais reconhecida internacionalmente foi como artífice, ao lado do atual presidente palestino, Mahmoud Abbas, da aproximação entre palestinos e israelenses, que culminou em 1993 com o reconhecimento israelense da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e vice-versa.

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