Rússia rejeita acusações de ciberataques a organizações políticas dos EUA

Em Moscou

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A Rússia rejeitou neste sábado (8) as acusações dos Estados Unidos de que teria ordenado uma série de ataques virtuais contra instituições e organizações políticas americanas para influenciar as eleições presidenciais.

"Não existe nenhuma prova que apoie essas acusações tão graves", garantiu Sergey Ryabkov, vice-ministro das Relações Exteriores, em comunicado.

Ryabkov comentou as novas acusações na campanha eleitoral americano e as relacionou com "uma histeria anti-russa sem precedentes".

"Chegaram a dizer que essa tecnologia já tinha sido utilizada por Moscou na Europa e na Eurásia para influenciar a opinião publica", destacou.

O diplomata ressaltou que desde novembro do ano passado a Rússia recorreu várias vezes aos EUA para manter conversas a fim de coordenar a luta contra os ciberataques, mas que Washington se nega a cooperar.

O Kremlin tachou as novas acusações de "sandices" e lembrou que todos os dias o site do presidente russo, Vladimir Putin, é alvo de dezenas de ataques, alguns procedentes de território americano.

"Nós não culpamos a Casa Branca ou Langley (sede da CIA) a cada vez que isto ocorre", disse Dmitri Peskov, porta-voz da presidência russa.

Os serviços de inteligência e segurança nacional dos EUA acusaram na sexta-feira a Rússia de autorizar esses ciberataques, inclusive a invasão virtual de julho ao Partido Democrata.

John Podesta, chefe de campanha da candidata democrata, Hillary Clinton, voltou a acusar neste sábado a Rússia de vazar e-mails ao portal Wikileaks para favorecer o rival republicano, Donald Trump.

Recentemente, a polícia russa informou que os hackers que atacaram o Partido Democrata em julho alugaram os servidores da empresa russa King Servers.

Esses hackers alugaram os servidores de maneira anônima, segundo explicou à polícia o dono da empresa, Mikhail Fomenko, que se mostrou disposto a colaborar com os serviços secretos americanos.

"Na maioria das vezes, isto ocorre de maneira anônima, o que também é o caso nesse incidente. Ele colocou o servidor em aluguel desde o que aconteceu o ataque. O homem não é culpado. Seu negócio é absolutamente legal", disseram as fontes.

Fomenko, que reside na região siberiana da república Altaica, garantiu às forças de segurança russas que desconhecia a identidade desses clientes e que está disposto a entregar ao FBI os endereços de IP, os protocolos de internet e outros dados.

O Kremlin rejeitou desde o início as acusações de Hillary Clinton sobre um ciberataque patrocinado pelas autoridades russas contra seu partido político.

"Não há dúvida alguma que as estruturas governamentais russas não se dedicam e nunca se dedicaram ao ciberterrorismo. Isso não é possível", disse Peskov.
 

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