Polícia alemã investiga dois possíveis ataques islâmicos

Berlim, 31 out (EFE).- A polícia da Alemanha informou nesta segunda-feira que investiga o suposto cenário islâmico de dois ataques cometidos no país, um neste fim de semana, quando uma simpatizante do grupo Estado Islâmico (EI) enfrentou policiais, e outro no dia 16 de outubro, quando um adolescente morreu esfaqueado em Hamburgo.

Segundo afirmou a polícia de Essen, no oeste do país, o último dos incidentes aconteceu no domingo, quando as forças de segurança tentaram render uma mulher que jogava para a rua móveis e diversos objetos pela janela de casa.

Os agentes entraram à força na residência e foram enfrentados pela mulher, que segurava um estilete e gritava "Allahu akbar" (Alá é grande) antes de ser rendida e encaminhada a uma clínica psiquiátrica.

A polícia, que encontrou bandeiras relacionadas ao EI no imóvel, explicou que trata-se de uma mulher nascida no estado da Turíngia, convertida ao islã e que já era conhecida pela polícia por suposto vínculo a crimes de traços islâmicos.

O segundo dos incidentes, um esfaqueamento que acabou em morte, aconteceu no dia 16 de outubro em Hamburgo. Neste fim de semana a agência de informação "Amaq", um dos aparelhos midiáticos do EI, anunciou que o autor do ataque tinha sido um "soldado" do grupo terrorista.

A polícia da cidade afirmou nesta segunda-feira que investiga em todas as direções. Os investigadores analisam o comunicado e nenhuma teoria está descartada por enquanto, embora haja dúvidas sobre a veracidade da mensagem do grupo jihadista.

No comunicado, "Amaq" afirmou que um militante do EI tinha atacado duas pessoas com uma faca em Hamburgo no dia 16 de outubro, quando um menino de 16 anos, Victor E., morreu esfaqueado por um desconhecido nos arredores do rio Alster. A acompanhante do jovem assassinado, de 15 anos, foi empurrada pelo agressor à água, mas não ficou ferida.

A polícia e os serviços de inteligência investigam se o comunicado da agência islamita se refere concretamente a este ataque.

Segundo fontes das forças de segurança citadas pelo jornal local "Hamburger Morgenpost", a reivindicação islamita gera muitas dúvidas e as autoridades acreditam que o Estado Islâmico pode estar usando a morte do jovem com motivos propagandísticos.

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