Aleppo tem 1º Natal calmo desde começo da guerra civil na Síria

Aleppo (Síria), 25 dez (EFE).- A missa do Natal voltou à histórica igreja maronita de São Elias, na parte antiga da cidade de Aleppo, no norte da Síria, que havia permanecido mais de quatro anos enclausurada, devido à guerra civil que assola o país.

Junto com um grande grupo de cristãos, alguns muçulmanos também estiveram presentes na missa do Natal, celebrada no bairro de Yadaydeh, na parte antiga de Aleppo, onde as forças do governo derrotaram nesta semana a oposição armada.

"Estou muito feliz por estar aqui, mas lamento pelas muitas pessoas que não podem compartilhar conosco este dia de alegria", declarou à Agência Efe Fadia, uma mulher de 51 anos que compareceu à cerimônia religiosa dos maronitas, católicos do Oriente.

Essa região foi palco de confrontos entre as forças governamentais e os rebeldes nos últimos anos, até que, na última quinta-feira, o Exército sírio declarou Aleppo cidade livre de terroristas.

Desde julho de 2012, os rebeldes contrários ao presidente Bashar al Assad conseguiram conquistar vários distritos da cidade, cujo patrimônio cultural ficou danificado pela violência, incluindo cerca de 50 igrejas, que agora estão destruídas.

Na quinta-feira, saiu o último grupo de evacuados dos bairros afetados, muitos dos quais estão dormindo em campos de deslocados nos arredores de Aleppo.

Desde então, foram registrados poucos ataques, além de algumas explosões esporádicas causadas, em sua maioria, por armadilhas colocadas pelos rebeldes antes de fugirem.

De acordo com dados do Comitê Internacional da Cruz Vermelha CICV, aproximadamente 35 mil pessoas deixaram os bairros sitiados do leste de Aleppo desde o início da operação, no último dia 15.

Devido às baixas temperaturas, um bebê morreu hoje em um dos campos, que ficam na região de Afrín, na periferia no noroeste de Aleppo, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

A ONG divulgou a morte de pelo menos 63 milicianos pró-governo. A maioria deles foi surpreendida por várias explosões de artefatos colocados como armadilhas em uma antiga sede rebelde no bairro de Al Sukari, anteriormente controlada pelos insurgentes.

No mesmo bairro e no de Alsari, também morreram combatentes paramilitares por explosões em casas e outras sedes da oposição armada, nas quais os combatentes fiéis a Damasco entraram com a intenção de roubar, segundo o Observatório. Enquanto isso, as forças leais a Al-Assad continuam limpando de artefatos e minas as áreas que estavam em poder dos rebeldes.

Ainda segundo a ONG, três irmãos morreram e três mulheres ficaram feridas por ataques da guarda fronteiriça da Turquia quando tentavam se deslocar da Síria para o território turco entre Al Darbasiya e Amuda. As três vítimas se somam aos 165 civis mortos por ataques das forças turcas computados pela organização em 6 de dezembro.

O número de civis mortos pelos bombardeios turcos sobre a cidade síria de Al Bab, controlada pelo Estado Islâmico, aumentou para 104. O Observatório qualificou anteriormente os ataques como o maior massacre cometido pela força aérea da Turquia em território sírio e hoje condenou os bombardeios contra os civis "com o pretexto de atacar organizações terroristas".

Em 10 de dezembro, as facções sírias anunciaram o começo do ataque para libertar Al Bab, onde conseguiram entrar após quebrarem a primeira linha de defesa dos radicais.

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