Novo presidente do Equador fala sobre Assange e escândalo da Odebrecht

Quito, 25 mai (EFE).- A situação do fundador do WikiLeaks, o australiano Julian Assange, e o escândalo envolvendo a Odebrecht foram alguns dos temas abordados pelo novo presidente do Equador, Lenín Moreno, em uma entrevista à imprensa estrangeira credenciada no país nesta quinta-feira.

Depois de assumir oficialmente o cargo ontem na Assembleia Nacional do Equador, Moreno se reuniu com correspondentes estrangeiros em Cochasquí, a 52 quilômetros ao norte de Quito. No local, ele recebeu o simbólico "bastão de comando", em cerimônia que contou com a presença do presidente da Bolívia, Evo Morales.

Moreno disse que irá propor ao Reino Unido, de maneira respeitosa, que permita que Assange saia de Londres e viaje a Caracas, em função do direito a asilo concedido pelo governo do Equador ao ativista do WikiLeaks em 2012.

Assange está há mais de quatro anos refugiado na embaixada do Equador em Londres, com o objetivo de evitar uma extradição à Suécia e uma eventual deportação para os Estados Unidos, onde seria acusado pelos milhares de vazamentos realizados pelo WikiLeaks.

O ativista era acusado na Suécia por uma suspeita de estupro, mas o caso foi fechado no último dia 19. Apesar do Equador, com base nessa decisão, ter pedido ao Reino Unido para que Assange receba um salvo-conduto e deixe o país, a polícia britânica disse que é obrigada a cumprir a ordem de prisão de Assange em virtude da solicitação de extradição sueca, que ainda está em vigor.

Moreno também lembrou que há alguns meses o Equador, ainda governado pelo ex-presidente Rafael Correa, pediu a Assange para não intervir em questões políticas de "países amigos".

O novo presidente do Equador também respondeu perguntas sobre o escândalo de corrupção da Odebrecht e disse que espera que todos os envolvidos no caso sejam responsabilizados.

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