Trump acusa imprensa "fabricar" notícias e "inventar" fontes

Washington, 28 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou a imprensa neste domingo de "fabricar" muitas das notícias publicadas sobre a Casa Branca e de "inventar" as fontes anônimas nas quais se baseiam.

Em uma série de mensagens escritas na rede social Twitter, Trump pareceu reagir às recentes notícias com fontes anônimas que relacionaram seu genro, Jared Kushner, com a investigação sobre a ingerência da Rússia nas últimas eleições americanas e que informaram que o governante planeja grandes mudanças na Casa Branca.

"É a minha opinião que muitos dos vazamentos que saem de dentro da Casa Branca são mentiras fabricadas, inventadas pela imprensa falsa", declarou Trump, com a hastag "#FakeNews".

"Quando vejo as palavras 'segundo fontes' na imprensa falsa e não mencionam nomes é muito possível que essas fontes não existam, que sejam inventadas por escritores de notícias falsas. As notícias falsas são o inimigo", acrescentou.

Desde que chegou ao poder, em janeiro, Trump se mostrou frustrado pelos vazamentos da Casa Branca ou das agências de inteligência americanas à imprensa. Em fevereiro, o governante disse que tinha encarregado uma investigação sobre esses atos "criminosos" e que os responsáveis pagariam "um grande preço".

Trump, que acaba de retornar de uma viagem internacional que limitou sua presença no Twitter, pode estar irritado pelas revelações a respeito de Kushner, sobre o qual o jornal "The Washington Post" publicou na sexta-feira um artigo citando "funcionários americanos que tiveram acesso a relatórios de inteligência".

Tanto o "Wall Street Journal" de sexta-feira como o "Washington Post" deste domingo informam que Trump planeja fazer grandes mudanças na Casa Branca, inclusive a possibilidade de demitir ou reduzir o papel do porta-voz do governante, Sean Spicer.

Essas alterações incluem também, segundo as fontes anônimas citadas pelos jornais, a criação de uma "sala de guerra" para responder ao constante murmúrio midiático sobre a trama russa e canalizar a mensagem oficial sobre o assunto. Além disso, é cogitado que uma equipe de advogados passe a revisar os tweets de Trump.

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