May retoma Brexit para ampliar vantagem eleitoral conservadora

Londres, 29 mai (EFE).- A primeira-ministra e candidata conservadora britânica, Theresa May, retomou nesta segunda-feira o assunto do Brexit, supostamente seu ponto forte na campanha para as eleições do dia 8 de junho, em meio ao destacado avanço dos trabalhistas nas pesquisas de intenção de voto.

May participou de um ato em Londres que focou na saída do Reino Unido da União Europeia (UE), no quaç advertiu para o risco de um governo trabalhista.

"Os temas desta campanha não mudaram desde que convoquei (as eleições) há seis semanas. Em quem vocês confiam para defender o Reino Unido, para negociar o Brexit e obter o melhor acordo possível na Europa?", perguntou May.

"O Brexit é importante porque é a base de muitas coisas novas: de nossa segurança econômica, do nosso lugar no mundo, do futuro dos nossos serviços públicos e das oportunidades para os nossos filhos", afirmou.

May alertou que só de perder seis cadeiras os conservadores perderiam a maioria absoluta na Câmara dos Comuns (de um total de 650 cadeiras) e avisou que existe o risco de um governo trabalhista.

"Pode significar, em apenas dez dias, um governo no caos: (o líder trabalhista) Jeremy Corbyn no número 10 (de Downing Street, escritório oficial do premier); John McDonnell no Tesouro, Diane Abbott em Interior, e (a líder independentista escocesa) Nicola Sturgeon e os liberais-democratas se movimentando", comentou.

"Os europeus sabem que, se tiverem um governo fraco com um Parlamento pendurado (sem maioria clara), esse governo não poderá defender o Reino Unido. Só o Partido Conservador pode contribuir nessas eleições de liderança, de estabilidade, de fazer o certo para o Reino Unido", declarou.

No domingo, o jornal "The Sunday Times" adiantou que May retomaria o assunto do Brexit, que tinha ficado em segundo plano em relação a temas locais, com o objetivo de frear o avanço trabalhista, por ordem de seu influente chefe de campanha, Lynton Crosby.

A previsão é que a chefe do governo insista nesta mensagem à noite, junto com Corbyn - ainda que separadamente -, em um programa de televisão no qual será entrevistada e responderá a perguntas da audiência.

Com um discurso de renacionalização de serviços públicos agora privatizados e contra a austeridade, o esquerdista Corbyn, que conta com uma ampla massa de apoiadores, reduziu em mais da metade em apenas duas semanas a distância que separava seu partido dos conservadores.

As últimas pesquisas divulgadas dão aos 'tories' uma vantagem de cinco ou seis pontos percentuais, segundo algumas sondagens, ou entre dez e onze, segundo outras. Uma grande diferença em comparação com os 25 pontos que May tinha quando convocou as eleições, em 18 de abril.

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