Líder escocesa busca triunfo de seu partido para convocar novo referendo

Londres, 30 mai (EFE).- A primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, disse nesta terça-feira que uma vitória do Partido Nacionalista Escocês (SNP, sigla em inglês) nas eleições gerais de 8 de junho "fortaleceria ainda mais" o seu mandato para convocar um segundo referendo de independência do Reino Unido.

A líder independentista apresentou hoje o manifesto de seu partido, em um evento realizado na cidade escocesa de Perth, para as eleições gerais antecipadas que serão realizadas na próxima semana, após a inesperada convocação às urnas da primeira-ministra britânica Theresa May.

Em seu discurso, Sturgeon enfatizou que a Escócia deve "ter uma opção sobre seu futuro" em um momento no qual o Reino Unido está no caminho para deixar a União Europeia (UE), tal e como decidiram os britânicos no referendo de 23 de junho do ano passado, no qual triunfou o "Brexit".

O manifesto do SNP contempla a realização de um segundo referendo de independência da região "ao final do processo do Brexit", quando os termos da saída ficarão claros.

O governo britânico rechaçou esta convocação da líder escocesa para realizar o referendo no segundo semestre de 2018 ou no primeiro de 2019, mas Sturgeon argumentou hoje que essa negativa seria "democraticamente insustentável" se seu partido conseguir uma maioria de cadeiras nas eleições na próxima semana.

"Agora, mais do que nunca, é vital ter vozes fortes do SNP defendendo a Escócia", afirmou hoje a dirigente, que se comprometeu também a "acabar com os cortes" feitos pelo Partido Conservador.

Sturgeon afirmou que o programa do seu partido é uma proposta "de prosperidade, de oportunidade e para erradicar a desigualdade" ao mesmo tempo em que ambiciona "proteger o emprego e garantir que o futuro da Escócia permaneça nas mãos dos escoceses".

Além disso, o programa detalhado pela líder nacionalista destina um investimento de 118 bilhões de libras (136 bilhões de euros) para os serviços públicos no país.

O partido também quer aumentar o salário mínimo para 10 libras (11 euros) por hora, que a Escócia tenha maior controle sobre imigração e continue dentro do mercado comum após o "Brexit".

Sturgeon enfatizou que a proposta do SNP contém "justiça, oportunidades e democracia em seu coração" e representa "um país que é acolhedor e de mente aberta".

"Sabemos que as decisões que forem tomadas em Westminster (sede do parlamento britânico) nos próximos anos moldarão nosso país", concluiu a premiê escocesa.

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