Keiko Fujimori nega envolvimento com Odebrecht após suposta menção em agenda

Lima, 24 jun (EFE). - A líder opositora peruana Keiko Fujimori negou neste sábado que tenha vínculos ou que tenha recebido dinheiro do brasileiro Marcelo Odebrecht, depois que a imprensa local informou que o seu nome apareceu em anotações do empresário preso.

Meios de comunicação peruanos repercutiram hoje uma publicação do portal "IDL Reporteros", que disse ter tido acesso a um documento no qual o nome de Keiko e o suposto valor entregue aparecem. Na anotação, que não está datada, consta: "Aumentar Keiko para 500 e eu fazer visita (ex: Venez)". Na mesma nota também estão as inscrições AG e Humala.

O jornal "La Republica" disse hoje que aparecimento do nome da ex-candidata presidencial e filha do ex-presidente Alberto Fujimori, que governou de 1990 a 2000, coincide com uma declaração que Odebrecht deu ao promotor peruano Germán Juárez em Curitiba, em maio. O empresário disse à época que uma prática da empresa era apoiar o candidato com mais chances de vencer nas eleições presidenciais dos países onde eles trabalhavam.

O "IDL Reporteros" afirmou que tentou falar com Keiko sobre a questão e a resposta foi: "A senhora Fujimori não conhece o senhor Marcelo Odebrecht e jamais conversou com ele. Nunca recebeu nada de tal empresa".

Depois, Keiko usou o Twitter para se manifestar.

"Desconheço as intenções que o Sr. Marcelo Odebrecht teve, mas comigo JAMAIS teve uma reunião. Nem ele, nem nenhum enviado seu. Que fique bem claro! O (partido) Força Popular, NÃO recebeu dinheiro dele ou das suas empresas", escreveu ela em três mensagens seguidas.

Nas duas postagens seguintes, no entanto, Keiko reconheceu conhecer Jorge Barata, o então representante da Odebrecht no Peru e que fechou um acordo de delação premiada.

"O Sr. Barata eu conheci em 2011 quando expus o meu plano de governo a empresários do grupo Peru-Brasil, da mesma forma que a outros grupos. Além dessa apresentação, não tive mais nenhum outro contato ou relação com os senhores anteriormente mencionados", finalizou.

A Odebrecht já admitiu ter dado US$ 29 milhões em propina a funcionários peruanos para conseguir obras públicas entre 2005 e 2014, período que compreende os governos de Alejandro Toledo (2001-2006), Alan García (2006-2011) e Ollanta Humala (2011-2016). Por este caso, a Justiça peruana abriu processos contra Humala e Toledo, enquanto as investigações sobre García ainda estão em fase preliminar.

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