Polícia turca impede Marcha do Orgulho Gay em Istambul

Istambul, 25 jun (EFE).- A Polícia turca vetou neste domingo com uma enorme quantidade de agentes, uso de gás lacrimogêneo e várias detenções que organizações locais realizassem a Marcha do Orgulho Gay, proibida ontem por razões de segurança.

Os ativistas tentaram se reunir em diferentes pontos do centro da cidade, mas foram impedidos pelos policiais, que em algumas ruas usaram gás lacrimogêneo. Várias pessoas, que gritaram frases a favor da igualdade de direitos para os homossexuais, foram presas na Avenida Istiklal, uma das principais da capital do país.

Segundo a organização da Semana do Orgulho Gay de Istambul, os detidos foram obrigados a escutar trechos do Alcorão dentro do carro da Polícia.

Em uma declaração conjunta, associações LGTB criticaram nas redes sociais que "mais uma vez" as autoridades proibiram o evento, como fizeram em 2015 e 2016.

"Mas não estamos assustados. Não vamos recuar e nem nos render. Estamos aqui de novo e vamos mostrar que estamos lutando pelo nosso orgulho", informou o grupo no texto.

O gabinete do governador de Istambul anunciou ontem a proibição da marcha "pela segurança dos turistas e dos próprios participantes", ao lembrar que alguns setores ultranacionalistas e islamitas tinham ameaçado impedi-la.

A Parada Gay acontece em Istambul desde 2003 e foi ganhando força até reunir 15 mil pessoas em 2014, sempre com uma atmosfera alegre e de festa. Em 2015, no entanto, a Polícia proibiu o desfile pela primeira vez e dispersou os participantes com gás lacrimogêneo. A Turquia é o único país muçulmano do Oriente Médio onde a homossexualidade não é proibida por lei.

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