Catar pede que países árabes respeitem sua soberania

Doha, 4 jul (EFE).- O ministro de Relações Exteriores do Catar, Mohamed bin Abderrahman al Zani, afirmou nesta terça-feira que pediu aos quatro países árabes que mantêm um bloqueio diplomático e econômico contra Doha que respeitem a sua soberania e as leis internacionais.

"A resposta foi entregue antes do limite e foi no contexto do respeito à soberania dos países, o princípio de não interferência e o respeito às leis internacionais", disse Al Zani em uma entrevista coletiva conjunta com seu homólogo alemão, Sigmar Gabriel.

Al Zani não quis entrar em detalhes sobre o conteúdo exato da carta apresentada na segunda-feira ao Kuwait, país mediador, na qual Doha respondeu às 13 exigências apresentadas por Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos (EAU), Egito e Bahrein para normalizar as relações diplomáticas, rompidas no último dia 5 de junho.

Ao longo da coletiva, o ministro deixou claro que "nenhum país pode aceitar este tipo" de exigências, como as que foram feitas pelos quatro países árabes.

Al Zani assegurou que o Catar continua aberto ao diálogo e a discutir "queixas realistas" dos seus vizinhos, e destacou que não vê outra saída para crise diplomática a não ser abrir a mesa de negociação.

"O diálogo deveria continuar, mas com um claro procedimento e não com base em ameaças e uma escalada" da tensão, acrescentou.

O ministro ressaltou que o Catar defende um diálogo "construtivo", ainda que não descarte mudar de postura dependendo das medidas tomadas pelos quatro países árabes na reunião que convocaram para amanhã na capital do Egito.

Sobre essa reunião, Al Zani disse que não é possível prever que atitude adotarão Riad, Abu Dhabi, Manama e Cairo, porque até agora "violaram a legislação internacional e a Carta das Nações Unidas".

O ministro catariano entregou nesta segunda-feira ao Kuwait, mediador na crise, sua resposta à lista de exigências dos quatro países árabes como condição para normalizar as relações, que inclui o fechamento emissora "Al Jazeera" e o afastamento do Irã, entre novas demandas.

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