EUA e Coreia do Sul mostram "poder de fogo" após míssil norte-coreano

Washington, 4 jul (EFE).- Os Estados Unidos e a Coreia do Sul realizaram na terça-feira alguns exercícios militares com mísseis, onde procuraram demonstrar sua "capacidade de fogo" após o lançamento com sucesso de um míssil de longo alcance feito pela Coreia do Norte, informou o Pentágono.

"Ao lado da República da Coreia, realizamos um exercício conjunto para demonstrar a precisão do nosso poder de fogo", afirmou o Pentágono, em uma declaração emitida na noite de terça.

Mais cedo, o Departamento de Estado tinha emitido um comunicado em que o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, condenou "energicamente" o lançamento do míssil balístico intercontinental por parte da Coreia do Norte e advertiu que essa ação "representa uma nova escalada" na ameaça para os americanos, seus aliados e parceiros, na região e no mundo.

"É necessária uma ação global para deter uma ameaça global. Qualquer país que acolhe trabalhadores convidados da Coreia do Norte, proporciona benefícios econômicos ou militares, ou não aplica plenamente as resoluções do Conselho de Segurança da ONU, está ajudando e incitando um regime perigoso", disse Tillerson.

No comunicado do Pentágono, Dana White, porta-voz adjunta do secretário de Defesa, James Mattis, assegurou que o teste feito pelos exércitos americanos e sul-coreanos tinha como objetivo resistir as "ações ilegais e desestabilizadoras" da Coreia do Norte.

No exercício foi utilizado o Sistema de Mísseis Tático do Exército dos EUA, conhecido como ATACMS, e o modelo balístico sul-coreano Hyunmoo II, com os quais lançaram mísseis em águas territoriais da Coreia do Sul, afirmou.

O Ministério de Defesa sul-coreano também confirmou o teste e assegurou que se lançaram múltiplos mísseis balísticos em direção ao Mar do Japão (chamado "Mar do Leste" nas duas Coreias).

O Exército norte-coreano disparou o míssil intercontinental na manhã de terça-feira (hora local), a partir da base aérea de Panghyon, na província de Pyongan do Norte, segundo informaram as autoridades da Coreia do Sul, Japão e EUA.

O míssil balístico voou mais tempo que qualquer teste realizado pelos norte-coreanos até o momento, um total de 37 minutos, o que significa que o regime de Kim Jong-un poderia ter a capacidade de atacar o Alasca.

A Coreia do Norte disse que o novo modelo de míssil balístico intercontinental testado pode transportar uma ogiva nuclear de grande tamanho e "é capaz de alcançar qualquer parte do mundo".

Esta é a primeira vez que Pyongyang lança com sucesso um míssil destas características, enquanto o Pentágono segue investigando o lançamento para dar uma análise mais detalhada do teste, o 11° neste ano e o primeiro desde o dia 8 de junho.

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