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Internacional

Guterres fará na próxima semana sua primeira visita a Israel e à Palestina

24/08/2017 15h56

Nações Unidas, 24 ago (EFE).- O secretário-geral da ONU, António Guterres, fará na próxima semana sua primeira visita a Israel e à Palestina desde que assumiu o cargo, anunciou nesta quinta-feira a organização.

Guterres partirá de Nova York nesta sexta-feira rumo ao Kuwait, que será a primeira parada da sua viagem ao Oriente Médio, disse seu porta-voz, Stéphane Dujarric, em entrevista coletiva.

Lá, o diplomata português deve se reunir no domingo com o emir kuwatiano, Sabah Ahmed al Sabah, e com outras autoridades do país para analisar a situação na região, inclusive seus esforços de mediação na crise regional com o Catar.

Nesse mesmo dia, Guterres viajará a Israel e à Palestina, onde desenvolverá o grosso de sua agenda entre segunda e quarta-feira.

O chefe da ONU se reunirá tanto com autoridades israelenses quanto com palestinas para discutir as possibilidades de desbloquear o processo de paz, explicou o porta-voz.

"O assunto é importante na agenda da ONU. Para o secretário-geral, é importante visitar os dois lugares logo dentro de seu mandato", apontou Dujarric.

Segundo o porta-voz, Guterres reiterará "o compromisso das Nações Unidas para oferecer a israelenses e palestinos todo o apoio possível para alcançar uma solução global de dois Estados, que é a única opção para satisfazer as aspirações nacionais dos dois povos".

Jared Kushner, assessor e genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também está na região com a intenção impulsionar um reinício das negociações de paz.

Segundo Dujarric, as duas visitas não foram coordenadas e são uma "coincidência".

Nos últimos anos, as relações entre a ONU e Israel foram tensas, sobretudo pelas duras críticas da organização à política de assentamentos.

A Secretaria-Geral das Nações Unidas afirma que essas ações por parte de Israel são ilegais, uma mensagem que ganhou força no final do ano passado com uma resolução na qual o Conselho de Segurança pediu o fim da expansão das colônias.

O governo israelense, por sua vez, acusa a ONU de ser parcial e de acossar o país, alegação que é apoiada pelos EUA desde a chegada de Trump à presidência.

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