Promotoria ordena que Polícia da Catalunha lacre seções eleitorais

Barcelona/Madri, 26 set (EFE).- A Promotoria Superior da Catalunha ordenou nesta terça-feira que a Mossos d'Esquadra, a polícia dessa região da Espanha, lacre os locais escolhidos como pontos de votação para o referendo do próximo sábado, considerado como ilegal, impedindo também que a consulta seja feita na rua.

Em uma instrução enviada aos Mossos d'Esquadra, a Promotoria pede que os agentes garantam que não seja possível o acesso aos locais onde serão instaladas as urnas e que se evite a constituição das seções eleitorais através de um "amplo dispositivo" policial.

Segundo a ordem, os agentes poderão "requerer o auxílio e a colaboração das polícias locais". Se isso não for suficiente, está autorizado o uso das forças de segurança da Espanha.

O Mossos d'Esquadra deverão ainda apreender os instrumentos destinados a facilitar a votação, especialmente urnas, equipamentos de informática, cédulas, documentos e propaganda eleitoral.

A Promotoria ordena que as seções eleitorais sejam vigiadas até às 21h locais do próximo sábado. Os Mossos d'Esquadra também deverão comunicar se houver tentativa de rompimento dos lacres para acessar os locais, voltando a instalá-los caso seja necessário.

A decisão de hoje ampliou assim a ordem dada ontem aos Mossos d'Esquadra para que os agentes fossem aos locais indicados pelo governo da Catalunha como pontos de votação, com o objetivo de identificar e interrogar os responsáveis.

Os agentes iniciaram hoje a visita a essas escolas, institutos e centros cívicos para cumprir a ordem.

Também por ordem judicial, a Guarda Civil bloqueou hoje mais de 140 sites de apoio ao referendo ilegal, entre eles o da Assembleia Nacional Catalã, entidade-chave no processo soberanista desde 2012.

A cinco dias para a celebração do referendo ilegal, os governos da Espanha e da Catalunha mantêm suas posturas.

O porta-voz do governo da Catalunha, Jordi Turull, garantiu o referendo, mas evitou dar detalhes sobre os preparativos sobre o evento porque há um "estado de exceção" na região.

Por sua vez, a vice-presidente do governo da Espanha, Soraya Sáez de Santamaría, acusou o governo catalão de semear a divisão.

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