União Europeia dá apoio ao acordo nuclear iraniano "independentemente" dos EUA

  • Eric Vidal/Reuters

A União Europeia (UE) tem "uma mensagem única" de apoio ao acordo nuclear assinado entre Irã e seis grandes potências em 2015, "independentemente" das decisões dos Estados Unidos, afirmou neste domingo (26) o eurodeputado Janusz Lewandowski.

Lewandowski, presidente da Delegação para as Relações com o Irã do Parlamento Europeu (PE), disse à Agência Efe em Teerã que o pacto nuclear é "um pilar essencial da estratégia de não-proliferação no mundo".

"A nossa delegação do Parlamento Europeu veio ao Irã com uma mensagem muito forte de que a Europa está apoiando o acordo nuclear com o Irã. Independentemente do que ocorrer nos Estados Unidos, a Europa está falando com uma voz", ressaltou o eurodeputado.

O político polonês, do Grupo do Partido Popular Europeu, insistiu que a UE reconhece que Teerã está cumprindo com o pacto, como testemunhou a Organização Internacional de Energia Atômica (OIEA).

A visita da Delegação para as Relações com o Irã do PE ocorre em um momento delicado para o acordo nuclear, devido às ameaças dos Estados Unidos de abandoná-lo se não for modificado, uma opção rejeitada tanto pelo Irã como pela Europa.

A delegação, que iniciou ontem sua visita, se reuniu em Teerã com o ministro iraniano de Relações Exteriores, Mohamad Yavad Zarif; o presidente do Parlamento, Ali Larijani, e o secretário do Conselho Superior de Direitos Humanos iraniano, Mohammad-Javad Larijani, entre outros.

O grupo também manteve encontros com representantes de minorias religiosas e com ONGs dedicadas à proteção do meio ambiente e à luta contra as drogas.

Estes últimos encontros eram "uma pré-condição" da visita, segundo Lewandowski, que indicou que a UE tem "algumas reservas sobre o estado dos direitos humanos no Irã".

"Respeitamos as diferenças culturais, mas certamente acreditamos nos valores universais e na dignidade de homens e mulheres", recalcou a respeito.

Quanto às minorias religiosas, Lewandowski explicou que nas reuniões comentaram a situação dos bahais, que propõem as sínteses dos doutrinas de todas as religiões, algo considerado uma heresia pelos muçulmanos.

Lewandowski afirmou que esta minoria é "menos tolerada" no Irã, enquanto outras como os cristãos, os judeus e os zoroastros estão reconhecidas na Constituição e contam com representantes no Parlamento iraniano.

Ao término de suas reuniões em Teerã, os eurodeputados viajaram para a cidade de Isfahan (centro do país), onde devem visitar nesta segunda (27) um campo de refugiados afegãos.

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