Principal grupo rebelde sul-sudanês acusa governo de violar cessar-fogo

Juba, 24 dez (EFE).- O principal grupo rebelde do Sudão do Sul, liderado pelo ex-vice-presidente Riek Machar, acusou as forças governamentais de violar o cessar-fogo que entrou em vigor neste domingo.

O porta-voz militar adjunto das forças leais a Machar, Iam Paul Gabriel, denunciou em comunicado que as forças do presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, atacaram um quartel rebelde na região de Koch, situada no Estado de Liech Norte.

Segundo o porta-voz, os confrontos, que começaram pouco depois da entrada em vigor da cessação de hostilidades, estipulado na quinta-feira em Adis-Abeba, ainda continuam.

"Isto demonstra que o governo não tem intenção de conseguir a paz no Sudão do Sul", disse Gabriel, que fez um chamado à comunidade internacional para conter este tipo de "violações" por parte do Executivo.

O acordo de cessar-fogo de Adis-Abeba foi assinado sob a mediação da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento no Leste da África (IGAD) e tanto Kiir como Machar mostraram seu compromisso expresso de respeitá-lo.

O Sudão do Sul está afundado em uma guerra civil que explodiu em dezembro de 2013 entre as forças de Kiir, da etnia dinka, e as de Machar, da tribo nuer.

Ambas as partes conseguiram um acordo de paz em agosto de 2015 que levou à criação de um governo de unidade nacional, mas em julho de 2016 houve um novo surto de violência.

O conflito causou milhares de mortos e levou o país à beira da fome, com 7,6 milhões de pessoas com necessidade de ajuda, 6 milhões sem acesso a alimentos suficientes e 4 milhões de deslocados.

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