Trump pressiona republicanos para encerrar paralisação parcial do governo

Washington, 21 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, o republicano Donald Trump, pediu neste domingo aos senadores de seu partido que forçassem uma votação por maioria simples para acabar com a paralisação parcial do governo federal, e voltou a culpar a oposição democrata.

"É ótimo ver o quão duro os republicanos estão lutando por nossas Forças Armadas e pela Segurança na Fronteira. Os democratas só querem que imigrantes ilegais entrem em massa na nossa nação, sem controle", afirmou Trump no Twitter.

"Se o impasse continuar, os republicanos deveriam optar pelo 51% (Opção Nuclear) e votar um verdadeiro orçamento em longo prazo, não CR's (sigla para resoluções de continuidade em inglês)", acrescentou o presidente.

A chamada "opção nuclear", que o líder da maioria no Senado - neste caso, o republicano Mitch McConnell - pode convocar de maneira discricional, muda as regras do Senado, ao requerer uma aprovação somente por maioria simples, 51 votos, e não 60.

Assim, esta exceção coloca em risco a capacidade do partido minoritário impedir ou bloquear a votação em quase qualquer matéria, desde projetos de lei a indicações para o Poder Judiciário e nomeações relativamente rotineiras para cargos do governo.

Os democratas foram os responsáveis pela aprovação do uso da "opção nuclear" em 2013, quando tinham maioria no Senado, e a mudança foi apoiada pelo então presidente, Barack Obama, para frear a obstrução "sem precedentes" dos republicanos.

O Senado não aprovou na sexta-feira os novos recursos necessários para financiar o governo, forçando a paralisação parcial do Executivo de Donald Trump, que entrou em vigor a partir da primeira hora de sábado.

A proposta orçamentária apresentada pelos republicanos obteve mais votos a favor (50) do que contra (48), mas os mesmos foram insuficientes para aprovar um orçamento que necessita do apoio de 60 senadores.

A proposta, que a Câmara aprovou na quinta-feira, dotava o governo com recursos até 16 de fevereiro, prolongando assim o prazo de negociação entre democratas e republicanos para aprovar um orçamento definitivo para o ano fiscal de 2018.

Os democratas, no entanto, impuseram como condição que Trump e os republicanos aceitassem regularizar a situação dos cerca de 800 mil imigrantes irregulares conhecidos como "dreamers" ("sonhadores"), que chegaram ao país durante a infância.

O programa com o qual o ex-presidente Barack Obama protegeu esses jovens da deportação (DACA) expira em 5 de março, após ser cancelado em setembro por Trump.

A Casa Branca exigiu ao Congresso US$ 18 bilhões durante uma década para construir um muro fronteiriço com o México, uma grande promessa eleitoral de Trump, como uma das condições na negociação de uma solução migratória para os "sonhadores", mas os democratas a consideram inaceitável.

A federação de funcionários do governo calcula que cerca de 800 mil funcionários considerados "não essenciais" de um total de 3,5 milhões terão que ficar em casa sem receber salário até que o Congresso chegue a um acordo sobre o orçamento.

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