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Internacional

Rússia rejeita na ONU proposta para trégua na Síria

22/02/2018 15h44

Nações Unidas, 22 fev (EFE).- A Rússia se pronunciou nesta quinta-feira contra a resolução proposta no Conselho de Segurança da ONU para estabelecer uma trégua de um mês na Síria e acusou seus promotores de buscar unicamente aumentar a pressão sobre o regime de Damasco.

O embaixador russo nas Nações Unidas, Vasyl Nebenzia, deu a entender que seu país vetará o texto se finalmente for submetido à votação nas próximas horas, como querem seus impulsores, Suécia e Kuwait.

"Os patrocinadores sabem perfeitamente que não há acordo (sobre a resolução)", disse Nebenzia, que anteriormente já tinha expressado reservas sobre esta iniciativa que está sendo negociada há dias.

O representante russo insistiu que não recebeu explicações sobre as "garantias" de que a trégua seria respeitada e garantiu que este tipo de cessar-fogo seria uma medida "populista" e "afastada da realidade".

Nebenzia se pronunciou assim durante uma reunião de urgência para analisar a situação no enclave opositor de Ghouta Oriental, depois que o chefe das Nações Unidas, António Guterres, pediu ontem uma suspensão imediata das hostilidades na região.

O embaixador russo defendeu a ofensiva governamental sobre Ghouta Oriental, dadas as ações de grupos jihadistas como a Frente Al Nusra.

Nebenzia insistiu que a ONU, as potências ocidentais e muitos meios de comunicação estão tergiversando a situação nessa região para tentar defender seus interesses.

"O objetivo é criar um escândalo para aumentar a pressão internacional sobre o governo sírio", disse o diplomata, que acusou também os promotores da iniciativa de tentar frear os esforços russos para uma solução negociada à guerra.

"Pedimos a nossos parceiros para trabalhar de forma construtiva ao invés de seguir criando cortinas de fumaça e aumentando o apoio aos jihadistas e partindo a região em muitas partes", criticou.

Nebenzia disse ainda que seu país preparou emendas à proposta de resolução para torná-la plausível e que vai compartilhá-las com os demais membros do Conselho de Segurança.

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