Jornalista da "BBC" morre baleado no sudeste do Afeganistão

Cabul, 30 abr (EFE).- O jornalista afegão Ahmad Shah, que trabalhava para a emissora britânica "BBC", morreu após ser baleado na cidade de Khost, no sudeste do Afeganistão, nesta segunda-feira, mesmo dia em que um duplo atentado em Cabul matou 25 pessoas, nove delas profissionais da imprensa.

O porta-voz do governo da província de Khost, Talib Mangal, informou à Agência Efe que os assassinos de Shah ainda não foram identificados. A polícia também não sabe o motivo do crime.

O crime ocorreu por volta das 16h locais (8h30 em Brasília). A polícia da região começou uma operação logo depois do incidente.

O porta-voz dos talibãs, Zabihullah Mujahid, disse no Telegram que o grupo não está por trás do assassinato do repórter da "BBC".

"O assassinato do repórter da 'BBC' Ahmad Shah na cidade de Khost não tem relação com os mujahedin. Era um jornalista profissional e estamos tristes pelo seu assassinato", disse o porta-voz.

O crime ocorreu em um dos dias mais mortais para a imprensa no Afeganistão desde 2001. Nove jornalistas morreram e oito ficaram feridos em um duplo atentado em Cabul, capital do país.

Um suicida em uma moto detonou os explosivos que carregava no centro de Cabul, matando quatro pessoas. Meia hora depois, no mesmo local, um terrorista disfarçado de jornalista acionou a bomba que carregava entre os profissionais que foram para noticiar o primeiro ataque. No total, 25 pessoas faleceram nos atentados.

Os jornalistas e os veículos de imprensa são alvo habitual dos ataques dos grupos insurgentes no Afeganistão, que ocupa o 118º lugar, de 180 países, no ranking de 2018 sobre liberdade de imprensa feito pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF).

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