Netanyahu afirma que Irã mente e tem "programa nuclear secreto"

Jerusalém, 30 abr (EFE).- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, revelou nesta segunda-feira documentos que supostamente mostram que o Irã tem um programa armamentista nuclear secreto e assegurou que Teerã está enganando o mundo, em referência ao acordo de 2015 que limita seu programa atômico.

"O Irã mente", disse Netanyahu na sede do Ministério de Defesa em Tel Aviv, durante uma coletiva de imprensa na qual afirmou que Israel tem "partilhado" os arquivos nucleares do Irã com os Estados Unidos e estes confirmaram sua "autenticidade".

O chefe de governo israelense apresentou o que garantiu serem cópias de documentos iranianos originais obtidos pelos serviços de inteligência: 55.000 páginas e arquivos em 183 CDs aos quais se referiu como o "arquivo atômico secreto iraniano" que estaria oculto em um armazém no distrito de Shorabad, no sul de Teerã.

"Sabemos há anos que o Irã tinha um programa nuclear secreto, chamado Projeto Amad, agora podemos demonstrar que este era um programa completo para desenvolver, construir e testar armas nucleares. Também podemos demonstrar que o Irã está guardando em segredo material do Projeto Amad para utilizá-lo quando queira para desenvolver armas nucleares", denunciou Netanyahu.

O objetivo do projeto, segundo garantiu, é " desenvolver, produzir e testar cinco ogivas nucleares cada uma com 10 quilotons de TNT para sua integração em um míssil", o que, acrescentou, "é como se colocassem cinco bombas de Hiroshima em um míssil balístico".

O Irã "autorizou, iniciou e fundou o projeto Amad", disse Netanyahyu, ressaltando que "estes arquivos provam de maneira conclusiva que o Irã mente descaradamente quando diz que nunca teve um programa de armas nucleares".

Netanyahu mostrou cópias das pastas para guardar papéis e CDs nos quais se obteve a informação e realizou uma apresentação na qual incluiu vídeos, fotos e documentos do arquivo secreto.

O anúncio acontece um dia depois da visita a Israel do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, e enquanto se aproxima o dia 12 maio, data limite fixada pelo presidente americano; Donald Trump, para anunciar se deixa ou não o pacto.

"É um acordo terrível. O presidente Trump decidirá o que fazer com o acordo nuclear, o melhor para os EUA, o melhor para Israel e para a paz no mundo", declarou o premiê israelense.

Segundo Netanyahu, as provas obtidas mostram que Teerã "continua preservando e expandindo seus conhecimentos de armas nucleares para o futuro" e certificam que o "acordo nuclear dá ao Irã um caminho claro para o arsenal atômico".

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