M5S e PD convocam manifestações na Itália após veto de Mattarella

Roma, 28 mai (EFE).- O Partido Democrata (PD), que governou a Itália nos últimos cinco anos, e o antissistema Movimento Cinco Estrelas (M5S) anunciaram nesta segunda-feira as convocações de manifestações distintas para os próximos dias, após o veto do presidente Sergio Mattarella ao eurocético Paolo Savona como ministro de Economia de um futuro governo.

O M5S, que nas últimas horas se mostrou muito crítico com esta decisão que impediu a configuração de um Executivo formado por esta legenda e a ultradireitista Liga Norte, pediu mobilização e convocou uma concentração para o próximo dia 2 de junho.

A manifestação foi marcada para o início da noite no centro da capital e coincidirá com o dia no qual se celebra no país a Festa da República italiana.

"Neste sábado nos vemos todos em Roma para dizer juntos 'o meu voto conta'. Será a festa da Terceira República", escreveu o líder do populista M5S, Luigi Di Maio, em seu perfil no Facebook.

Di Maio também pediu aos italianos que levem bandeiras do país "e o orgulho de serem cidadãos italianos que têm o direito de decidir seu futuro".

De forma paralela, o secretário-geral temporário do PD (centro-esquerda), Maurizio Martina, anunciou que no dia 1º de junho o partido mobilizará seus eleitores em Roma e em Milão "em defesa da Constituição, do presidente da República e das instituições".

Mattarella negou seu aval neste domingo para que Savona, de 81 anos e crítico ao euro, fosse ministro de Economia em um governo dirigido pelo M5S e a Liga Norte (extrema-direita), dois partidos que juntos obtiveram mais de 50% dos votos dos italianos nas eleições do último dia 4 de março.

Sua decisão fez com que o jurista Giuseppe Conte recusasse a incumbência de tentar formar um Executivo e hoje o chefe do Estado deu esta tarefa a Carlo Cottarelli, ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Esta situação gerou uma grande divisão entre os políticos e entre a opinião pública, entre os que acreditam que Mattarella defendeu as instituições e os que pensam que se excedeu nas suas prerrogativas como presidente da República.

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