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Sánchez diz que o importante é que Puigdemont será julgado na Espanha

12/07/2018 10h34

Bruxelas, 12 jul (EFE).- O presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, rejeitou nesta quinta-feira qualificar a decisão da justiça alemã de extraditar o ex-presidente catalão Carles Puigdemont só pelo crime de desvio de dinheiro público, e não por rebelião, mas disse que o importante é que será julgado na Espanha.

Em entrevista coletiva ao término da cúpula da Otan em Bruxelas, Sánchez afirmou que as resoluções judiciais "não se criticam, se respeitam", e isso é o que faz o Governo em relação à decisão da Audiência territorial de Schleswig-Holstein de extraditar Puigdemont por desvio de fundos, não por rebelião.

Para Sánchez "o importante em termos da Justiça espanhola" é que "as pessoas envolvidas nos fatos que ocorreram no último semestre do ano 2017", em referência ao processo independentista na Catalunha, têm que ser julgadas pelos tribunais espanhóis e "isso vai acontecer".

Do ponto de vista político, o que o Governo faz é "respeitar todas e cada uma das decisões judiciais, seja na Espanha, na Bélgica, na Alemanha, onde for", acrescentou Sánchez.

A Audiência territorial de Schleswig-Holstein decidiu hoje extraditar à Espanha o ex-presidente catalão Carles Puigdemont por um suposto crime de desvio de verbas públicas, mas não pelo crime de rebelião.

O tribunal indicou em comunicado que considera "não admissível" extraditar o líder defensor da soberania por rebelião, como tinha solicitado o juiz Pablo Llarena da Suprema Corte espanhola, reiterando os argumentos que já tinha exposto previamente, nos quais apontava que não via grau de violência "suficiente".

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