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Imprensa aliada a Orban se une no maior conglomerado de mídia da Hungria

29/11/2018 14h01

Budapeste, 29 nov (EFE).- A maior parte dos proprietários de meios de comunicação próximos ao governo do primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, entregou suas empresas a uma fundação, uma decisão criticada nesta quinta-feira pela oposição e por vários analistas por centralizar ainda mais a informação no país.

Mais de 12 investidores doaram as suas empresas à Fundação de Imprensa e Mídia da Europa Central, que, segundo o site oficial, tem como meta fortalecer "a consciência nacional" e se transformar no maior conglomerado de mídia do país.

Entre os que aderiram estão vários jornais nacionais e locais, portais de notícias, revistas e até empresas de publicidade e produção de 12 investidores, que mantêm uma relação próxima a Orban.

O grupo incluirá o segundo maior jornal do país, o "Bors"; um dos portais mais lidos, o Origo.hu; e importantes revistas, como a "Figyelö"; entre muitos outros, que se beneficiam de várias campanhas de publicidade institucional.

Conforme várias organizações internacionais, os indicadores de liberdade de imprensa na Hungria caíram consideravelmente desde 2010, quando Orban chegou ao poder.

O país ocupa atualmente o 73º lugar no quesito liberdade de imprensa de uma lista de 180 países, de acordo com a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF).

Alguns analistas consideram que esta concentração dificultará ainda mais o trabalho dos jornalistas, por conta do endurecimento ao acesso à verba de publicidade.

"O trabalho profissional será muito mais centralizado e para a para a imprensa independente será muito mais difícil", disse à Agência Efe Agnes Urban, economista do Instituto de Pesquisas Midiáticas Mérték.

Ela também questionou os benefícios que os empresários obtêm ao ceder à fundação: "Em condições normais isso não poderia acontecer".

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