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Equador agradece à Colômbia por operação contra líder de dissidência das Farc

22/12/2018 13h09

Quito, 22 dez (EFE).- O Equador "reconheceu e agradeceu" pela atuação da Colômbia na operação que localizou e matou Walter Patricio Arizala Vernaza, mais conhecido como "Guacho", líder de uma dissidência das Farc e responsável pelo sequestro e assassinato de cinco civis equatorianos.

"O Governo Nacional reconhece e agradece pela ação das forças da ordem da Colômbia por terem localizado o paradeiro do criminoso", expressou em comunicado nesta madrugada a Secretaria Nacional de Comunicação (Secom).

O documento ressalta que "os criminosos devem saber que não podem fugir quando os Estados e a polícia atuam com contundência e apego à lei".

"Guacho" é acusado, entre outros crimes, do sequestro e posterior assassinato em abril do jornalista Javier Ortega, do fotógrafo Paúl Rivas e do motorista Efraín Segarra, integrantes de uma equipe do jornal "El Comercio".

Também é atribuído a ele o assassinato de Katty Velasco Pinargote e Oscar Villacís Gómez, um casal de equatorianos que foi sequestrado em abril quando viajava pela província de Esmeraldas, na fronteira com a Colômbia.

A prisão ocorreu nesta sexta-feira e fez parte da Operação David, na qual militares e policiais colombianos vasculharam a aldeia de Peña Caraño, na região de Llorente, que faz parte de Tumaco, o município da Colômbia com mais hectares semeados de coca.

A Secom informou que "o Equador foi informado oficialmente, pelo governo da Colômbia, que o conhecido como "Guacho", líder do grupo criminoso autodenominado Frente Oliver Sinisterra, morreu neste 21 de dezembro de 2018, no Departamento de Nariño, em confronto com soldados das Forças Armadas colombianas".

O Estado equatoriano "não parará de lutar contra o crime organizado transnacional", descreve o comunicado, que informa que 30 criminosos vinculados ao grupo liderdo por "Guacho" estão presos.

"O Equador continuará colaborando com a Colômbia e outros países amigos na luta contra os grupos violentos, o narcotráfico, o tráfico humano e os cultivos ilícitos", notificou. EFE