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Colômbia diz não ter informações sobre anotação de tropas por John Bolton

29/01/2019 01h32

Bogotá, 28 jan (EFE).- O ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Carlos Holmes Trujillo, disse nesta segunda-feira que o governo do seu país não tem informações sobre uma anotação no caderno do conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, que fala de "5 mil tropas para a Colômbia".

"Com relação à menção da Colômbia no caderno que o senhor John Bolton tinha em mãos, o escopo e a razão para essa anotação são desconhecidos", disse o chanceler.

Na anotação de Bolton, aparecem duas inscrições: a primeira diz "Afeganistão, bem-vindas as negociações" de paz com os talibãs, enquanto a segunda diz "5 mil tropas para a Colômbia".

A imagem causou polêmica no país, onde surgiram todo tipo de especulações sobre se está relacionado com a crise na Venezuela.

Trujillo afirmou que "a Colômbia seguirá dialogando permanentemente com os Estados Unidos sobre todas as questões de interesse comum e cooperando com esta nação amiga em questões bilaterais, hemisféricas e globais".

A imagem do caderno de Bolton veio à tona após uma coletiva de imprensa na qual a Casa Branca anunciou sanções contra a companhia estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) e para as quais o governo de Donald Trump não deu explicações.

As sanções anunciadas contra PDVSA têm como objetivo afogar economicamente ao governo de Maduro, já que segundo Bolton afetarão US$ 7 bilhões em ativos da companhia petrolífera e provocarão outros US$ 11 bilhões em perdas para a petrolífera ao longo do ano.

Tanto Colômbia como os Estados Unidos, e a maioria de países da região, reconheceram como presidente legítimo da Venezuela o autoproclamado Juan Guaidó.

Sobre esta questão, o chanceler colombiano afirmou que o país "seguirá atuando política e diplomaticamente para criar as condições que conduzam a um processo eleitoral que restabeleça a ordem democrática e institucional nesse país". EFE

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