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Maduro diz ser alvo de militares desertores que conspiram na Colômbia

30/01/2019 13h11

Caracas, 30 jan (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta quarta-feira que um grupo de militares que desertaram da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) estão na Colômbia conspirando contra o seu governo, que não é reconhecido por vários países.

"Um grupo de desertores, militares, se transformaram em mercenários da oligarquia colombiana e conspiram da Colômbia para dividir a FANB", disse o governante durante um ato com militares em Caracas.

Maduro pediu para que os militares se ajoelhassem e ao seu comando com "união monolítica e moral máxima", ao mesmo tempo que o Parlamento, de contundente maioria opositora, promete anistiar os militares que desobedecerem Maduro.

"Onde aparecer um traidor mercenário, justiça imediata, justiça justa. Entendido?", indagou o chefe do Estado aos militares que responderam afirmativamente e em coro.

O governante reiterou que entre 10 e 15 de fevereiro serão realizados exercícios militares em todo o país diante da ameaça "imperialista", em alusão ao apoio dado pelos Estados Unidos ao chefe do Parlamento venezuelano, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino do país.

"Nervos de aço, calma e sensatez e muita mobilização da consciência. Neste mundo, ninguém respeita os débeis, os covardes, os traidores", disse Maduro, que atribuiu "a paz para a Venezuela em todo o século XXI" à "união cívico-militar".

O governo de Maduro acusa os EUA de estarem na "vanguarda" de um "golpe de Estado" dos países que reconhecem Guaidó como presidente interino.

A oposição convocou manifestações nesta quarta-feira para exigir aos militares que "se ponham do lado dos" cidadãos e permitam a entrada de ajuda humanitária. EFE

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